Hoje revirando n'uma pilha de velhos papéis,
Descobri uma coisa que vale mais que muitos de ouro anéis,
Vale mais que carro importado,
Mas em dinheiro vale menos,
Que um cobre azinhavrado.
Foi então que percebi,
Que aquilo eram escritas,
E por sinal muito bonitas,
Honremos essas sábias letras,
Que são mais doces que rubras cerejas.
E que assim seja,
Leiamo-as com cuidado,
Para que o perigo do ódio seja afastado,
Mas ora veja,
Não é uma leitura que vos deixa estafado,
E sim vos deixa um tanto mais animado.
Parece com uma cartilha,
Mas essa já percorreu muita milha,
E todo mundo já a leu,
Só que a rasgou ou dela se esqueceu...
Esse pedacinho de papel de faz-de-conta,
É a felicidade,
Que não é brinquedo que se monta e desmonta,
Mas sim vos trás momentos bons,
Que se conta e reconta...
terça-feira, 10 de março de 2009
Não sei,o destino...
Não sei se devo seguir o caminho,
Em que manda-me o coração,
Se optarei pelo sim ou pelo não,
Se tocarei a mais bela canção,
N'um banjo ou n'um violão...
Se o delírio dos dias infindáveis,
Me arrebatará de monotonia,
E numa seresta fria,
Se mostrarão confiáveis.
Quando tange o sino,
Não sei se penso em meu destino,
Ou se vôo para o nada,
Se assim for trilharei a minha estrada,
E por sinal muito animada!
Mas...
Se um dia porventura findarei,
Do mundo não esquecerei,
Mas dos tantos dias infortúnios,
Ah...Isso não sei...
Não sei também se caminharei á passos largos ou curtos,
Se serei fugidia,
Dos sentimentos da agonia,
Mas farei frequentadora assídua de meu coração a alegria,
Mas de imediato não sei,
Se sou ou se serei,
Se vou ou se irei,
Só sei de uma coisa,
Que a vida bem eu viverei!
Em que manda-me o coração,
Se optarei pelo sim ou pelo não,
Se tocarei a mais bela canção,
N'um banjo ou n'um violão...
Se o delírio dos dias infindáveis,
Me arrebatará de monotonia,
E numa seresta fria,
Se mostrarão confiáveis.
Quando tange o sino,
Não sei se penso em meu destino,
Ou se vôo para o nada,
Se assim for trilharei a minha estrada,
E por sinal muito animada!
Mas...
Se um dia porventura findarei,
Do mundo não esquecerei,
Mas dos tantos dias infortúnios,
Ah...Isso não sei...
Não sei também se caminharei á passos largos ou curtos,
Se serei fugidia,
Dos sentimentos da agonia,
Mas farei frequentadora assídua de meu coração a alegria,
Mas de imediato não sei,
Se sou ou se serei,
Se vou ou se irei,
Só sei de uma coisa,
Que a vida bem eu viverei!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Somente amanhã

Somente amanhã terei reluzentes memórias,
Do hoje as famigeradas histórias,
E amanhã serei bela,
Rodeada de cometas,
Estrela d'alva como no céu aquela,
Ainda que não me remetas,
Ao alvo e fulvo,
Fulgor de novas manhãs,
Quero conhecer as alamedas mais louçãs,
Quero ser digna de saborear a mais lustrosa e rubra das maçãs,
Que as cortinas que encobrem o tempo,
Sejam puídas,
Rasgadas,
Destituídas,
E que eu tenha a graça e o dom,
De no dia de amanhã,
Saber cantar no tom,
E que somente amanhã,
Eu veja que nem tudo é escuridão,
Que no coração de todos brote uma doce ilusão,
De caminhos entreabertos,
De escolhas mais sinceras,
E que assim seja,
E então serei feliz de veras!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Relva fresca da manhã
Relva fresca da manhã,
Vem mostrar-me o louçã amanhã,
Onde o sabiá vai chilrear,
Com passos de voz de animar...
Relva fresca da manhã,
Inspira-me para livrar-me dos pesados afãs,
E faz com que minhas vespertinas caminhadas,
Sejam saídas de becos,caladas,
E as gravuras nas calçadas,
Sejam como ver o céu estampado no chão,
E que desanuvie assim meu coração.
Relva fresca da manhã,
Que venhas com teu cheiro acre e adocicado,
Alegrar-me um bocado,
Abrir meus olhos para o mundo,
Sem perder nenhum segundo.
Relva fresca da manhã,
Que tua composição natural seja para mim como um bálsamo,
Que emana da terra,
Em meus pulmões faz morada final,
Coisa que não se erra,
E é de beleza sem igual...
Mas,sobretudo,
Não me deixes ficar mudo,
Para o nada,
Para o tudo,
E venha com teu doce cheiro,
Me fazer em mente,
Viajar o mundo inteiro.
Vem mostrar-me o louçã amanhã,
Onde o sabiá vai chilrear,
Com passos de voz de animar...
Relva fresca da manhã,
Inspira-me para livrar-me dos pesados afãs,
E faz com que minhas vespertinas caminhadas,
Sejam saídas de becos,caladas,
E as gravuras nas calçadas,
Sejam como ver o céu estampado no chão,
E que desanuvie assim meu coração.
Relva fresca da manhã,
Que venhas com teu cheiro acre e adocicado,
Alegrar-me um bocado,
Abrir meus olhos para o mundo,
Sem perder nenhum segundo.
Relva fresca da manhã,
Que tua composição natural seja para mim como um bálsamo,
Que emana da terra,
Em meus pulmões faz morada final,
Coisa que não se erra,
E é de beleza sem igual...
Mas,sobretudo,
Não me deixes ficar mudo,
Para o nada,
Para o tudo,
E venha com teu doce cheiro,
Me fazer em mente,
Viajar o mundo inteiro.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Aspas de uma frase inacabada
''Dediquei-me ao árduo trabalho,
De uma frase crítica escrever,
De feito histórico,
De qual ainda nem planejava nascer,
Motejos á parte,
Representei minha vida como um belo encarte,
Antecessor de bem-viveres futuros,
Que ultrapassasse dos medos e pavores os muros,
Mas,com murros quebrei,
A redoma de cristal,
Coisa de se cegar,
Feita para tal.
Então gritei e decidi,
Que as ''aspas''que botei na felicidade da minha vida,
Hoje me trouxeram até aqui,
Então de toda a forma pensei:
Se minha vida não é demas longa,
E nem hoje morrerei,
Pelo que sei,
Posso terminar a frase do meu viver,
Com um lindo sinal de saber ?
Ou um ponto final para de tudo se esquecer.
Nem hoje nem amanhã,
Quero hoje,
Que a revoada de pássaros pelo céu carmim,
Me acorde amanhã,
Tirando estas aspas de sobre mim,
Que eu,ao menos seja livre,
P'ra decidir sobre o meu não ou sobre o meu sim,
Que num claro futuro,
Eu possa trilhar um caminho,
Com um belo jardim,
E eu possa ter a graça de inalar o doce cheiro de jasmim,
Sem nenhum escarninho,
Pelo meu caminho...''
segunda-feira, 2 de março de 2009
Meu temor...
Meu temor,
É que o amanhã chegue sem amor,
Que os balouçantes sinos parem de repicar,
Meu temor,
É que amanhã eu tenha idéias das quais posso descartar,
É tudo sobre o que eu nem posso sonhar,
E se eu tentasse esquecer,
E se eu tentasse tentar,
Pois não posso por isso morrer,
Que seja ao menos o amanhã faustoso,
Não preciso de jóia preciosa ou de diamante lustroso,
Mas que meu temor evapore-se,
Condense-se,
E saia pela janela do descaso,
E que meu caso tenha solução...
Que meu temor seja para mim,
Como um reflexo n'água,
Que vejo mas desaparece,
N'um piscar de olhos,
Assim...
Que as labaredas da coragem,
Me deêm toda a aparelhagem,
Para lidar com meu temor,
Que se cura com?amor?
Se cura com voz firme,
E olhar altivo,
Mas sobre tudo o orgulho,
De estar vivo...
É que o amanhã chegue sem amor,
Que os balouçantes sinos parem de repicar,
Meu temor,
É que amanhã eu tenha idéias das quais posso descartar,
É tudo sobre o que eu nem posso sonhar,
E se eu tentasse esquecer,
E se eu tentasse tentar,
Pois não posso por isso morrer,
Que seja ao menos o amanhã faustoso,
Não preciso de jóia preciosa ou de diamante lustroso,
Mas que meu temor evapore-se,
Condense-se,
E saia pela janela do descaso,
E que meu caso tenha solução...
Que meu temor seja para mim,
Como um reflexo n'água,
Que vejo mas desaparece,
N'um piscar de olhos,
Assim...
Que as labaredas da coragem,
Me deêm toda a aparelhagem,
Para lidar com meu temor,
Que se cura com?amor?
Se cura com voz firme,
E olhar altivo,
Mas sobre tudo o orgulho,
De estar vivo...
domingo, 1 de março de 2009
Azul talássico-infinito...
Pus-me a contemplar o redemoinho que as águas faziam,
Numa dança fria,
Dotada,porém,de muita alegria,
E o que eu naquele momento sentia,
Era todo o despejo de minha monotonia...
E,olhando o mar com olhos de pérolas,
Descobri que o mar guarda segredos inimagináveis,
Desde navios naufragados enferrujados,
Até os peixes,belos e amigáveis.
Numa cadência de corais,
Coisa que vi jamais,
Encontra-se uma água azul-talássico,
Demonstrando todo o seu poder clássico,
Seu furor tempestuoso,
Capaz até de deixar um grande tubarão nervoso,
Com seu ímpeto luxuoso.
Netuno e Posseidon,
Rendem-se,
A toda sua magia e o seu dom,
E á mim só resta pela beira da praia olhar,
E tentar fazer uma idéia de que lindos segredos guarda,
Esse azul-talássico do mar....
Numa dança fria,
Dotada,porém,de muita alegria,
E o que eu naquele momento sentia,
Era todo o despejo de minha monotonia...
E,olhando o mar com olhos de pérolas,
Descobri que o mar guarda segredos inimagináveis,
Desde navios naufragados enferrujados,
Até os peixes,belos e amigáveis.
Numa cadência de corais,
Coisa que vi jamais,
Encontra-se uma água azul-talássico,
Demonstrando todo o seu poder clássico,
Seu furor tempestuoso,
Capaz até de deixar um grande tubarão nervoso,
Com seu ímpeto luxuoso.
Netuno e Posseidon,
Rendem-se,
A toda sua magia e o seu dom,
E á mim só resta pela beira da praia olhar,
E tentar fazer uma idéia de que lindos segredos guarda,
Esse azul-talássico do mar....
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