sábado, 1 de maio de 2010

Galopando no vento...




Entre as asas de um pégasus,
Voo e retomo toda a teoria de Platão,Aristóteles e Demétrius,
Leio e releio,
E deixo o tempo de escanteio,
Galopo no vento,
Quebrando as partículas do monótono momento,
Despertando para o novo,
No puro estilo ab ovo.

Galopando no vento,no ar,
Vejo o céu com seu azul refletido no mar,
Vejo uma estrela no céu pairar,
E vejo também toda a estrada á trilhar...

O vento agita meus cabelos,
Com a maior solenidade,
Tanta que até esqueço de minha pouca idade...
Mas quando se galopa no vento,
Se esquece todo tipo de tormento,
E se vislumbra o futuro com amor,
Amor esse que se sobrepuja á ferrenha dor...

Chega a hora de poisar,
E não sei onde aterrisar,
Esse pégasus alado que só sabe sonhar...
Ora,veja,encontrei um lugar,
Meu coração,
Que galopando no vento,
Desse sonho acaba de acordar...

sábado, 27 de março de 2010

Depois que a chuva passa...




Depois que a chuva passa,
Lavando e carregando,
A tristeza...
Tudo se transforma na mais divina beleza...
Depois que a chuva passa,
É tudo ilusão,
É tudo sereno,
Coisas de coração...

Antes de sua chegada,
Se pode ver a nuvem enamorada,
O trovão eletrificado,
E com um quê de rejeitado...
Quando por fim os pingos caem,
São lágrimas das nuvens que saem,
De emoção,
Contentamento,
De para a Terra dar sustento...

Mas depois que ela se vai,
Só resta o aroma,
A memória olfativa,
Dessa forma de cair água tão criativa...
As gramíneas esverdeiam-se,
Os insetos pavoneiam-se,
E o povo se envaidece,
Por ver a linda plantação que cresce...

Depois que a chuva passa,
Tudo passa,
A semente germina,
O bolo assa,
A vida continua,
Mas mais fresca e com fulgor,
Pois a chuva com seu cheiro acre,
Revela o puro amor...

Depois que a chuva passa,
Tudo clareia,
A tristeza com a alegria permeia,
O dia mais leve segue,
E então a vida fluindo como um rio prossegue...

sábado, 6 de março de 2010

Uma poesia visual com ''antônimos''

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Cântico ao mundo

I

Ó grande porção de massa suspensa no ar,
Carregas pessoas que te odeiam e também as que sabem amar,
Tem em demasia terra e mar,
E muitas casas para todas gentes morar...
De criação indefinida,
Tens o dom de abrigar em ti bilhões de vidas,
Terra minha,nossa,
Por todos és estimada e querida...
Muitas vezes lembro de ter chorado,
Sem ter pensado,
Se deveria ter chegado neste mundo...
Mas idéia essa desfaço em um segundo...

II

Vamos agora louvar,
O nosso mais belo terrestre altar,
O lugar em que todos podemos morar,
O mundo,planeta terra,
Todos vamos aclamar...

III

Nos dá o pão,
Nos dá a semente,
Quem fala não mente,
Daqui tudo se tira,
Tudo se faz bom...
É certo que tem coisas que nos cortam o coração,
Como a miséria,as doenças,e as guerras de balas e canhão...

IV

Enfim,aos céus só agradeço,
Por que acho que mereço,
Viver neste planeta de homens lunáticos,
E de outros tontos apáticos,
Mas convenhamos,
Quando querem,
São todos simpáticos...
Agradeço por tudo que nosso planeta tem,
E que sem os devidos cuidados ficaríamos sem,
Mas apesar de tudo,
Desses homens lunáticos,
Das máquinas e fábricas,
Tudo bem.

Um sopro de recordação.




Há dias em que a brisa não é somente brisa,
É um sopro de recordação,
Chave do coração...
Trazendo consigo aromas,canções e até mesmo outros corações...
Distantes amigas e suas cantigas,
Paisagem sublime e sua distância,
Bricadeiras felizes da infância...

Parece que a brisa inunda o coração com sua saudosa maré,
O que nos faz ter fé,
Que éramos felizes e não sabíamos...
Tanto ela inunda nosso coração
E é tanta água,
Que cai pelos olhos,
Fazendo assim,
Nostálgica inundação...

Um sopro de recordação,
Tocando na alma,
Afastando a poeira,
E como se fosse vez primeira,
Tudo de novo nos faz reviver,
Mas quando isso acaba,
E vem novamente o presente,
Nos chicotear de preocupação,
Aí é que dói o saudoso coração...

Esmorecer jamais,
Recordar sempre,
Levarei sempre meu barco ao cais,
Onde tudo começou...
Quem nunca teve passado é porque nunca sonhou...

Eu sonhei,
Eu chorei,
Mas acima de tudo recordei,
Memórias branco e preto,
Memórias que tem memórias,
Que carregam histórias...

Tudo isso por um divino sopro de recordação,
Quando poisei junto á janela,
E o vento noturno bateu em mim,
Senti ser alado e voar meu coração,
Sim!
Senti o passado voltar em mim,
Senti a alegria e a tristeza,
Vi toda a sua feiúra e beleza...

Senti doirada fada,
Conduzir-me até o país do ''ontem'',
E lá vivi e sorri...
Mo senti bem como nunca me senti...
Mas o relógio me atraiu para o hoje,
Para o presente,
E fiquei consciente mas contente,
De ver que nada foi em vão,
Que alegrei meu coração...

Mas que a vida sendo um trem,
E o passado sendo um vagão,
Este já passou,
Mas o que importa é o que ele deixou...

Um simples sopro de brisa,
Alegrou meu coração...
Libertou do grilhão..
Um simples sopro de recordação...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Encantoando Sentimentos...


















Há dias em que me basta uma folha olhar,
Para no mundo aquoso das lágrimas entrar...
Mas há também dias gélidos e perdidos,
Que aturdidos,
Os sentimentos recluem-se,ensimesmam-se,
Trancafiam-se na cela mais segura,
Meu coração,
Não digo que não...

E em meu rosto pálido,
Vejo sentimentos,
Coisas de momentos,
Encantoados,
Isolados de mim,
Com seus propósitos,anseios,ideais,
E nada mais...

Por vezes doí essa feroz reclusão,
Essa sentença...
Que esses sentimentos algozes deram á meu coração...
Expressar,pensar,os matar...
O que fazer?
Se nada mais se pode dizer...

E neste verso recitativo,
O meu eu fica pensativo,
Cogitando,
Argumentando,
E pensando...
Se realmente vale á pena,
Encantoar meus sentimentos,
Já que minh'alma não é pequena...

Bem sei eu que o passado já passou,
Mas ele foi e marcas deixou...
Deixou sentimentos tão ou mais espinhosos do que fresca rosa,
O qual mo trouxe a rebordosa...

Encantoar sentimentos,
Não mais o posso,
Porque isto me trás tormentos,
Remete-me á maus momentos...
Por isso quero é que voem,
Embarquem na nau,
E que esta leve o que me causaram todo mal...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Poeira de estrelas... (Homenagem ao fim de Hollywood)












Onde antes um vermelho tapete era estendido,
E o simples era aplaudido,
Hoje cede lugar á um mundo não compreendido...
O ator que antes era galã,
Hoje é um qualquer aturdido...

A das bilheterias atribulação,
É coisa que faz ter saudade o coração...
As noites de gala e de estreia,
Nos faz ter a mais perfeita ideia,
Dos anos doirados do cinema falado ou mudo,
E nos faz querer reviver novamente tudo...

A orquestra imponente,
Deu lugar ao som gravado,
E isto foi o que iniciou a era do cinema falado...
Após isto,
Muita cousa boa veio,
Depois só piorou,
Quando a tal da tecnologia chegou...

Caro(a)leitor(a),
Isto não é saudosismo barato,
É o do cinema ultimato...
Onde antes reinavam reais cenários,
Hoje imperam efeitos e mais efeitos sem gosto algum,
Porque a realidade hoje,
E é verdade,
Não se retrata mais em filme algum...

Digo isto e com pesar,
A situação do cinema hoje nos faz pensar...
Onde está tudo que meus olhos viram,
Cadê a graça de Hollywood,
Cadê que meus olhos não a veem,
Tenho certeza...
Sumiram...

Hoje só restam memórias,lembranças,
E talvez esperanças...
Que retorne,que regresse,que volte,
Aquele cinema verdadeiro,
Como o filme primeiro,
Que tenha história,
Bem como seus atores,
Que hoje nada mais são,
Do que um poço de suas dores...

Hoje só restou poeira de estrelas,
Poeira essa que não nos deixa esquecer,
Aquele cinema que veio á morrer,
E que todos nós gostávamos de ver...