Onde antigamente eu era feliz por não ter que ir á escola,
Hoje já percebo quanto prejudicial era aquela que faziam a horrenda ''cola'',
Onde antigamente eu era feliz por ter amigos que trocassem brinquedos comigo,
Hoje raramente os encontro,e eles nem tem a dignidade e o reconhecimento de me chamar de amigo!
Antigamente eu era lépida e fagueira,
Radiante e faceira,
Hoje sou mais velha e só falo asneira,
Antigamente eu era a mais feliz por ter ganhado a mais simples de presente besteira,
Hoje fustigadamente sou uma pessoa apressada,
Atarefada,e estafada,
Não acredito mais em duendes ou fadas.
Onde antigamente eu podia ver televisão e rir,
Hoje é o que me faz fugir,
Onde antigamente eu podia olhar para frente e dizer,
Não consigo ver nada,com esta alta gente,
Hoje já olho de cima,
E com a dos olhos menina,
Parece que fotografo meu passado.
Onde antigamente na ceia eu comia frango assado,
Hoje como um modesto ensopado,
Onde antigamente visitava-se os parentes e amigos,
Hoje não recebo ninguém e nem ligo,
Onde uma vez trocava doces papéis de carta,
Hoje sou aquela que as brigas aparta!
Enfim,na imensidão do passado,
E no progresso do presente,
Posso dizer que sou bem ausente...
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Provisoriamente...
Provisoriamente,tentarei ser aquilo que gostariam que fosse,
O anão,o doce,
O elefante,o palhaço,
O triste felicitante olhar e o coração de aço,
O meu eu,minhas idiossincrasias perdidas jogadas ao léu,
A minha triste sina,descartada como uma putrefata folha de obsoleta de papel,
Tentarei neste dia ter tirado de mim o triste fel,
E encher minhas lúgubres tardes de doce mel,
Então todos me aplaudirão,dizendo então:
-''Esta pessoa modificou o seu coração'',
E eu inerte na consolação que nunca veio,
Espero entender onde é o fim,o princípio ou o meio,
Provisoriamente,tentarei dar fim aos melodramáticos fins de novela da minha cabeça,em que só eu sei,a dor que sentirei,
Ao saber que tudo aquilo que planejei,
Não o terei,
E terei então dois ''eus'',
Erguerei as mãos á Deus e pedirei:
Olha por estes homens,maus e bons,
Doentes e sãos,
E apazigua,por favor,o coração deles meu Deus,
Porque só eu sei como sofro,
Como morro,como tenho pesar,
De ver o homem-máquina,
O segredo do mundo tentando adivinhar,
E as regras todas acabando de quebrar!
Mas,provisoriamente,terei que ser,que ter,e que saber,
E que entender essa raça louca,
Que sã neste mundo é tão pouca,
A terrível raça humana,
Que de humana não tem nada,
E terei que inevitávelmente que subir a douda escada do progresso,
Enquanto os outros descem a temível escada do regresso,
E não me entendem,
Fazer o quê?...
Perdoá-los ou ignorá-los?
Provisoriamente...
Não sei...
O anão,o doce,
O elefante,o palhaço,
O triste felicitante olhar e o coração de aço,
O meu eu,minhas idiossincrasias perdidas jogadas ao léu,
A minha triste sina,descartada como uma putrefata folha de obsoleta de papel,
Tentarei neste dia ter tirado de mim o triste fel,
E encher minhas lúgubres tardes de doce mel,
Então todos me aplaudirão,dizendo então:
-''Esta pessoa modificou o seu coração'',
E eu inerte na consolação que nunca veio,
Espero entender onde é o fim,o princípio ou o meio,
Provisoriamente,tentarei dar fim aos melodramáticos fins de novela da minha cabeça,em que só eu sei,a dor que sentirei,
Ao saber que tudo aquilo que planejei,
Não o terei,
E terei então dois ''eus'',
Erguerei as mãos á Deus e pedirei:
Olha por estes homens,maus e bons,
Doentes e sãos,
E apazigua,por favor,o coração deles meu Deus,
Porque só eu sei como sofro,
Como morro,como tenho pesar,
De ver o homem-máquina,
O segredo do mundo tentando adivinhar,
E as regras todas acabando de quebrar!
Mas,provisoriamente,terei que ser,que ter,e que saber,
E que entender essa raça louca,
Que sã neste mundo é tão pouca,
A terrível raça humana,
Que de humana não tem nada,
E terei que inevitávelmente que subir a douda escada do progresso,
Enquanto os outros descem a temível escada do regresso,
E não me entendem,
Fazer o quê?...
Perdoá-los ou ignorá-los?
Provisoriamente...
Não sei...
terça-feira, 23 de junho de 2009
Que nos dias vindouros...
Que nos dias vindouros,
Se colham os verdes louros,
Que se tenha o merecido ouro,
O anel de prata,
Que tanto me mata,
Não quero dor,não quero fúria,não quero guerra,
Só quero o reconhecimento após longa espera,
Quero ser aquilo,de que nunca pude ser,
E me ver morrer dignamente,
Ver que meu melhor amigo não me mente...
Ver a flor pequenina e sorrateira,
Virar linda roseira,
O cão que ladra,
E arrebenta a vidraça,
Me faz rir,cheio de graça,
Que todos patos voem para o norte,
Onde não esncontro minha sorte,
Mas talvez o encontre,
Entre flores e azevinhos,
Longas estradas e curtos caminhos,
Ainda verei o deboche e o escarninho
A mercê do descaso,
E que se finde o do ódio caso.
Que nos dias vindouros ainda continue minha emoção,
De aquela simples canção,
Tocar-me o poeta coração,
Ver que inefávelmente a grandeza não me envaidece,
Pois disto o mundo padece,
E peço com veemência,
A mais humilde clemência,
Para um caso...
Um caso simples de complexa demência!
De amor irresoluto,
Que não mostra seu suntuoso trajar de luto,
Que nos dias vindouros,
Eu tenha a capacidade,
De não ter como companhia a permissividade,
Mas tampouco a agressividade,
Mas que ao menos eu tente ser,
Uma pessoa agradável de se conviver!
Se colham os verdes louros,
Que se tenha o merecido ouro,
O anel de prata,
Que tanto me mata,
Não quero dor,não quero fúria,não quero guerra,
Só quero o reconhecimento após longa espera,
Quero ser aquilo,de que nunca pude ser,
E me ver morrer dignamente,
Ver que meu melhor amigo não me mente...
Ver a flor pequenina e sorrateira,
Virar linda roseira,
O cão que ladra,
E arrebenta a vidraça,
Me faz rir,cheio de graça,
Que todos patos voem para o norte,
Onde não esncontro minha sorte,
Mas talvez o encontre,
Entre flores e azevinhos,
Longas estradas e curtos caminhos,
Ainda verei o deboche e o escarninho
A mercê do descaso,
E que se finde o do ódio caso.
Que nos dias vindouros ainda continue minha emoção,
De aquela simples canção,
Tocar-me o poeta coração,
Ver que inefávelmente a grandeza não me envaidece,
Pois disto o mundo padece,
E peço com veemência,
A mais humilde clemência,
Para um caso...
Um caso simples de complexa demência!
De amor irresoluto,
Que não mostra seu suntuoso trajar de luto,
Que nos dias vindouros,
Eu tenha a capacidade,
De não ter como companhia a permissividade,
Mas tampouco a agressividade,
Mas que ao menos eu tente ser,
Uma pessoa agradável de se conviver!
Epístolas para o povo
Quando quiseres perceber a diferença entre a saúde a doença,
Mire-se ao espelho e profira todas suas indignações,
Verá que assim,não afetará os alvos corações,
E sim a si mesmo,
Que cairá em esmo,
Morto...
Torto na rua da amargura,
Sob uma digna escuridão,
E debaixo de um humilde papelão,
Submerso em arrependimento e miséria,
Sem sequer ter motivo para pilhéria,
E verá então que a maior dor do mundo não se vê,se sente,
E mesmo que tente,
Ela virá lhe raptar,
E em sua teia ela esmagar-lho-á,
Pobre,mas feliz,
Você não mais precisará,
Ser a estrela atriz,
Mas sim de um prato farto de comida e lembranças,
Da doçura das crianças,
De pessoas que lhe façam chorar e rir,
Que te causem nós na garganta de tão importantes,
Mas não tanto como aquelas que você amou antes,
Idas e vindas de um mundo avesso,claustrofóbico,
E então vê que o mundo diante de seus pés ganha aspecto macroscópico!
Eis que chega então,
A suave maresia,
O céu azul,
A te avisarem que aqueles serão os seus últimos dias,
Em que parará seu rancoroso e terno coração,
E que a saudade lhe dará a mão,
E partirá...
Puro ou não,
Mas perdoando de alma e coração,
Lutando pelo seu perdão e aceitação,
Mas,antes que se efetuem esses queixumes finais,
Queria lhes dizer,
"Não se igualem aos animais,
pois não somos assim tão banais,
A ponto de não perceber o que se passa,
Importando apenas si mesmo e não a toda massa"
E,por final enamore-se com a vida e com a alegria distinta que há em você,
Pois não creia somente no mundo,CREIA EM VOCÊ!
Mire-se ao espelho e profira todas suas indignações,
Verá que assim,não afetará os alvos corações,
E sim a si mesmo,
Que cairá em esmo,
Morto...
Torto na rua da amargura,
Sob uma digna escuridão,
E debaixo de um humilde papelão,
Submerso em arrependimento e miséria,
Sem sequer ter motivo para pilhéria,
E verá então que a maior dor do mundo não se vê,se sente,
E mesmo que tente,
Ela virá lhe raptar,
E em sua teia ela esmagar-lho-á,
Pobre,mas feliz,
Você não mais precisará,
Ser a estrela atriz,
Mas sim de um prato farto de comida e lembranças,
Da doçura das crianças,
De pessoas que lhe façam chorar e rir,
Que te causem nós na garganta de tão importantes,
Mas não tanto como aquelas que você amou antes,
Idas e vindas de um mundo avesso,claustrofóbico,
E então vê que o mundo diante de seus pés ganha aspecto macroscópico!
Eis que chega então,
A suave maresia,
O céu azul,
A te avisarem que aqueles serão os seus últimos dias,
Em que parará seu rancoroso e terno coração,
E que a saudade lhe dará a mão,
E partirá...
Puro ou não,
Mas perdoando de alma e coração,
Lutando pelo seu perdão e aceitação,
Mas,antes que se efetuem esses queixumes finais,
Queria lhes dizer,
"Não se igualem aos animais,
pois não somos assim tão banais,
A ponto de não perceber o que se passa,
Importando apenas si mesmo e não a toda massa"
E,por final enamore-se com a vida e com a alegria distinta que há em você,
Pois não creia somente no mundo,CREIA EM VOCÊ!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Paredes de pó...
Cadê vós que bradava pelos ''todos'',
Cade vós?
Para dar-me,conceder-me voz e coragem,
Para vencer estas máquinas,
Que maquinantemente tramam,
Cuidadosamente minha morte,
E se me salvo é por sorte...
Hoje desabou-se sobre mim paredes de rancor,
Tingidas pela dor e poeira,
Deus meu como falo asneira!
Mas é realidade,
Como pode alguém transcender a idade,
E com uma vontade assombrosa,
De vencer,
Sem ganhar menção honrosa,
Mas sim delicada rosa,
Indelével,
Intransponível,
Que de seu botão transbordam as mais puras verdades do coração...
Que essas malignas paredes de pó,
Não me façam ser sã,
E não mais ver essa criatura louçã,
Que é a natureza da manhã,
Criada de puríssima inspiração e gesto divino,
Desde o belo e elegante ganso
Até o desengonçado alevino,
Que eu possa,
Ser humana,
E enlamear-me numa de lama poça,
E gritar: Estou viva,tenho um coração pulsante,
Que a igualdade e a paz almeja a todo instante...
Que eu tenha a graça de ser a mão que retira o espinho,
Aquela que consola o escarninho,
O pão,a mesa e o vinho,
O eu, o vós e o eles,
Mas que eu não seja a guerra ''daqueles'',
Mas que as paredes cubram o mal de todos eles.
Cade vós?
Para dar-me,conceder-me voz e coragem,
Para vencer estas máquinas,
Que maquinantemente tramam,
Cuidadosamente minha morte,
E se me salvo é por sorte...
Hoje desabou-se sobre mim paredes de rancor,
Tingidas pela dor e poeira,
Deus meu como falo asneira!
Mas é realidade,
Como pode alguém transcender a idade,
E com uma vontade assombrosa,
De vencer,
Sem ganhar menção honrosa,
Mas sim delicada rosa,
Indelével,
Intransponível,
Que de seu botão transbordam as mais puras verdades do coração...
Que essas malignas paredes de pó,
Não me façam ser sã,
E não mais ver essa criatura louçã,
Que é a natureza da manhã,
Criada de puríssima inspiração e gesto divino,
Desde o belo e elegante ganso
Até o desengonçado alevino,
Que eu possa,
Ser humana,
E enlamear-me numa de lama poça,
E gritar: Estou viva,tenho um coração pulsante,
Que a igualdade e a paz almeja a todo instante...
Que eu tenha a graça de ser a mão que retira o espinho,
Aquela que consola o escarninho,
O pão,a mesa e o vinho,
O eu, o vós e o eles,
Mas que eu não seja a guerra ''daqueles'',
Mas que as paredes cubram o mal de todos eles.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Pensamentos submersos...
Existe em minh'alma um grito latente,
Exclamando:Tente,tente,tente,
E eu da minha vida tenente,
Me faço de sã á convicta demente,
E renego á voz,
Sendo assim poderosa,
Como o Mágico de Oz,
Não obstante,
Vejo na da vida estante,
Uns pensamentos fugidios,
Submersos,vadios na confusa estrada mental,
Mas confesso,que tudo isso para mim é normal,
Entre rosas e espinhos,
Eis que vejo escarninhos,
Mas também vejo carinhos,
Desses gélidos pensamentos,
Submersos no vento,
No céu,no mar,
Como uma espécie de bússola,
Dizendo-me e guiando-me para onde devo chegar,
Para um mar de dizeres ponho-me á caminhar,
E a douda estrada da lógica,
Me obrigo á estar,
Tendo pensamentos submersos ou não,
Sei que esta magia existe apenas em minha imaginação...
Exclamando:Tente,tente,tente,
E eu da minha vida tenente,
Me faço de sã á convicta demente,
E renego á voz,
Sendo assim poderosa,
Como o Mágico de Oz,
Não obstante,
Vejo na da vida estante,
Uns pensamentos fugidios,
Submersos,vadios na confusa estrada mental,
Mas confesso,que tudo isso para mim é normal,
Entre rosas e espinhos,
Eis que vejo escarninhos,
Mas também vejo carinhos,
Desses gélidos pensamentos,
Submersos no vento,
No céu,no mar,
Como uma espécie de bússola,
Dizendo-me e guiando-me para onde devo chegar,
Para um mar de dizeres ponho-me á caminhar,
E a douda estrada da lógica,
Me obrigo á estar,
Tendo pensamentos submersos ou não,
Sei que esta magia existe apenas em minha imaginação...
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Cogitação.
Entre noites mal dormidas,
E pessoas aturdidas,
Eis que vejo o clarão,
O almejado torrão,
O doce anseio,
O fim,o início e o meio,
E me submeto então,
Ao hábito da cogitação.
Penso e reflito,
Me perco e me encontro,
Deito e levanto,
Vejo dúvida em todo canto,
Mas sei que essa dúvida é anjo santo,
Que irá me salvar,
Minha toda vida irá mudar.
Na ação cogitativa então,
Penso nos males do coração,
Se eles realmente valem á pena,
Penso que minha grandeza comparada com o mundo,
É relativamente pequena,
Mas minh'alma é completamente serena.
Pergunto,reflito,indago,
E na solidão da amargura,
Me apago,
E fugidia é a alegria,
Que parece ter cisma comigo,
Oh!Cruel castigo!
E a Deus peço,
E esforços não meço,
Ah,ora essa,
Que acabe logo esta desordenada peça,
Chamada vulgarmente,
Como se costuma dizer:
VIVER!
E pessoas aturdidas,
Eis que vejo o clarão,
O almejado torrão,
O doce anseio,
O fim,o início e o meio,
E me submeto então,
Ao hábito da cogitação.
Penso e reflito,
Me perco e me encontro,
Deito e levanto,
Vejo dúvida em todo canto,
Mas sei que essa dúvida é anjo santo,
Que irá me salvar,
Minha toda vida irá mudar.
Na ação cogitativa então,
Penso nos males do coração,
Se eles realmente valem á pena,
Penso que minha grandeza comparada com o mundo,
É relativamente pequena,
Mas minh'alma é completamente serena.
Pergunto,reflito,indago,
E na solidão da amargura,
Me apago,
E fugidia é a alegria,
Que parece ter cisma comigo,
Oh!Cruel castigo!
E a Deus peço,
E esforços não meço,
Ah,ora essa,
Que acabe logo esta desordenada peça,
Chamada vulgarmente,
Como se costuma dizer:
VIVER!
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