quinta-feira, 30 de outubro de 2008

As ruas sem cor

Sempre que passo em algum lugar desprovido de cor,penso que neste lugar,há pobreza de espírito,de alma,de calma...Mas também penso que a cor faz parte da rotina e se for excluída da vida,digamos que ela perde a graça,o mesmo acontece com as ruas e bairros.
Quem morou e mora em São Paulo,sabe bem do que estou falando,pois para qualquer canto da cidade que se olhe nunca haverá de se ver mais do que um mísero canteirinho na rua,ou uma pobre árvore perdida nesta selva de pedra...
Nestas poucas linhas expresso o meu descontentamento com o desflorestamento que está ocorrendo cada vez mais e de forma mais crescente e desesperadora em nossa ilustre capital,mas o descaso com o assunto vem como que uma bomba para a situação,pois as pessoas parece que pouco ou nada se importam com lugar onde habitam,tanto o lado estético da cidade sai prejudicado como o lado do ''ar bom para se respirar''o que não se encontra nos dias atuais.
Mas também não digo sair plantando árvore até dentro de casa,ou construir deixando um enorme carvalho bem no meio da sala,o que me refiro é o ato de preservar o que já se tem e de replantar toda vez que houver a real necessidade de se cortar uma árvore ou realizar uma queimada a quantia que irá fazer falta á natureza e ao bem estar geral do povo,pois ver um bairro bem arborizado e com um ar mais puro não melhora somente a estética mas também a qualidade de vida,o ar que circula em nossos pulmões e que nos mantém vivos...


Mais cor verde para São Paulo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Minha alma de poeta

Minha alma de poeta,
Descobri muito cedo,
Senti uma onda de medo,
Pois não sabia ao certo que rumo tomar...
Mas com esse novo olhar,
Descobri um novo jeito de amar,
Amar toda a vida,
Ainda que eu não a conheça inteira...
Mas começar a estrofe primeira,
De muitas e muitas páginas,
Que estão por começar,
Sem a dor,podendo livremente respirar.
Pois sou poeta,
Já nasci livre,
De toda a opressão
Meu coração é limpo e puro,
Para também,
Estender a mão ao meu irmão.
Sem ou com precisão,
Escrevo com os pés fora do chão,
Olho para minhas mãos,
Vejo linhas,
E nas linhas vejo medo
Medo de doer a dor da solidão...
Esta que tanto toca meus sentimentos,
Derrama-se por muitos momentos,
Como a valsa ecoa no salão,
Minha alma de poeta,
Vai além do coração...


terça-feira, 28 de outubro de 2008

O danúbio azul de Strauss

Apenas um comentário sobre esta maviosa canção,que não há alguém no mundo que diga que é ruim...

''Acho essa música imortalizada,em qualquer que seja a ocasião,ela emociona e sempre faz alguém suspirar,mas ao mesmo tempo,serve de inspiração para muitos e muitos poetas,onde de cada nota se retiram doces palavras,onde é possível até visualizar um cenário para a música...''


Quem a critica,(sempre respeitando gostos),é porque não a compreende ou nem mesmo sabe apreciar sua melodia,e então isso realmente se torna chato,pois o que não se compreende difícilmente que se tornará uma coisa agradabilíssima aos ouvidos,o mesmo que ouvir um árabe falar,falar,falar,coisas lindas em sua língua,mas se não for entendido nada,aquilo será maçante,disso é certeza...

Mas...Isso somente se aplica a quem critica,pois na minha opinião pessoal acho esta música fantástica,fabulosa,e muito agradável aos ouvidos e á alma.

Aqui está o link do vídeo da música no YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=_CTYymbbEL4

Obs:Em inglês a música chama-se Blue Danube.

Maravilhoso,vale á pena assistir!

sábado, 25 de outubro de 2008

A valsa dos sonhos de um poeta




Quando um poeta sonha,
Tudo ao seu redor ganha luz,
N'uma cadência de passos,
Estonteantes que jamais puderam ser vistos antes...


Seus sonhos,
Inundam a mente com uma chusma de anjos dourados,
Felizes,encantados,
Ah!Como são belos os sonhos de um poeta!


A dor se tranforma,
Nas mais raras belezas,
Suas tristezas,
Envoltas são em puro ouro,
Ah!Mas que precioso tesouro...


A única barreira que o separa,
Do céu e da terra,
É uma névoa,
Mas isso por aí não para...


A inspiração flecha impiedosamente,
O coração do poeta,
Que apaixonado
Voa parado.


Sua alma engrandece-se
De tamanho esplendor,
Sentindo o fulgor,
De sua poesia.


Esquecendo assim os dilemas
Da Terra fria,
Dos homens maus,
Das quebradas naus...


A fascinação exuberante,
Da luz estonteante,
Do coração palpitante,
De evoluir...


E construir um mundo,
Onde se possa sorrir,
Sem que ninguém lamente,
Onde se possa,
Viver poéticamente...










O amor em flor

Tic-tac faz compasso,
Até anunciar o amanhecer,
Mas para os apaixonados,
Só faz sofrer...

Cada toque do relógio,
Aumenta a ansiedade,
De ver quem se ama de verdade.

Assaz mensageiro do tempo perdido,
Mas para um apaixonado,
O tempo parece ter morrido.

O moribundo,doente como só
Sabe que o dia raiou,
Pelo cantar do par da carijó.

De verso em verso,
De grão em grão,
De pouco em pouco
Se ganha um coração.

O amor é uma flor,
Um verso em prosa,
Mais valioso,
Do que uma aveludada rosa.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Saudades de não sei o quê

Dia desses,eu estava refletindo sobre a saudades e percebi que,em certos corações e situações a saudades se instala e sem sabermos o porquê,nem do que,ficamos muito confusos e achamos aquilo amormalíssimo,mas em meu pensamento achei que isto é praticamente normal,pois saudades é inerente do ser humano,e que não são,exatamente coisas que não aconteceram de fato,podem,e muitas vezes são,coisas que realmente aconteceram mas nossa mente não é capaz de recordar-se,mas o coração que é o baú da eternidade se recorda nos despertando esse sentimento tão cruel,tão bom,tão tudo,que nem encontro argumentos e nem explicações para definir,mas apenas uma certeza se torna real:A de que a saudade existe e que quando despertada jamais poderá ser apagada...


SAUDADES A MAIOR DAS REALIDADES...

domingo, 19 de outubro de 2008

O dia em que eu direi...

Haverá um dia em que eu direi:
''Oh!Flores de minha vida como sois por mim elevadas engrandecidas...''
E esse dia chegará,
Antes do que se possa pensar.


Pois a arte da vida é amar,
Amar,amar toda a vida,
Mas jamais,jamais esqucer a pessoa querida
Mas todas estas verdades há muito já são sabidas...


Quero por fim revelar,
Toda a insensatez,
Que oculta a arte de amar
Sem nenhuma timidez...

Ainda que eu não diga,
Levarei a vida como amiga,
Para as profundezas de minhas entranhas...


Oh!Mas se o destino calar-me,
Emudecer-me,
Inanimar-me,
Que farei eu?


Chorarei lágrimas dolorosas,
Como o orvalho por entre as rosas,
Não verei pois,a hora passar
Pois em meu coração uma lança acabará de passar...


É como fazer poesia,
E não rimar,
E como ter a faca e o queijo na mão
E não cortar...


Eu direi,para as flores do céu,
Que guardando-me,
De anjos tem um mundaréu...


A alegria de poder tocar o infinito,
Me fará um ser humano mais bonito,
E de poder dizer:
Que a vida é feita para viver.

Haverá um dia em que estalarei meus dedos,
E logo estarei no meu passado,
Apesar de morto,assassinado,
Eu direi:
Por fim viverei...


Pois da morte vem a vida,
E da vida vem a morte,
E quem não tem azar na vida
Tem como amiga a sorte,
E quem não tem sorte na vida,
Cedo encontra a morte.

Um dia eu gritarei aos quatro ventos,
Que acabaram-se os tormentos,
Que a vida reinou,
E a morte se escapou...


Mas...
Falar,falar,falar,
De nada vai adiantar,
Pois ninguém pode escapar
Do destino que Deus acabou de nos reservar...


Dizer,dizer,dizer
Mas quem é que um dia não irá morrer?
Muitos já andam mortos,
Apenas sustentando seus corpos,
E deixando a alma morrer...