Hoje observei o mais incerto dos filmes na tela do coração,
Se tratava ali de minha vida uma grande confusão,
Que de paz e guerra é pura fusão,
E de quimeras é castelo,
E de castelo é ilusão...
Entre pequenos intervalos,
Parecia-me correr á cabeça um plantel de cavalos,
Entre atos e entre atos,
Os nós da minha cabeça parece que desato...
De sangue púrpura manchei o chão,
Mas sangue era esse,
Da pura dor do coração,
E esse sangue provinha dos ferimentos em que,
Dilacerado meu coração,
Tinha o pesado grilhão.
Mas voltando ao filme dotado de muita realidade,
Percebi que do trecho anterior senti muita saudade,
Saudade essa sem fim,
Saudade essa habitante antiga dentro de mim,
Faço o que se sou assim?
Entreatos de um filme sem início e nem final,
Estágio completamente terminal,
De uma poesia,
Que vai além do doce e do sal,
Que ama o bem e odeia o mal.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Harpa de cordas azinhavradas
Existe um harpa de cordas azinhavradas,
Mas dessas suas cordas saem lindas entoadas,
Que aos ouvidos agradam,
E os males estragam,
Pois lindas melodias eu ouço,
E todas elas me libertam do horrendo calabouço...
Harpa celeste,
Oh!Deus que lindo presente me deste,
Ecoa no céu destemido,
E o canto dos pássaros perto dela,
Passa desapercebido!
Logrando assim toda a poluição sonora,
Que só nos faz sentir bem na hora,
Mas esta harpa tem em suas cordas pura magia,
Coisa que ninguém jamais esqueceria...
Som límpido e claro,
Me fazendo esquecer,
O sabor que tenho em minha boca amaro,
Assim sinto-me mais capaz,
Para enfrentar as agruras da vida,
E encontrar nesta música um pouco que seja de paz...
De doçura e esplendores infinitos,
Parece que posso sentir e ver o meu sonho mais bonito,
E assim grito,
Clamo pelo que é bom,
Clamo pela permanência do mundo deste belo som.
Mas dessas suas cordas saem lindas entoadas,
Que aos ouvidos agradam,
E os males estragam,
Pois lindas melodias eu ouço,
E todas elas me libertam do horrendo calabouço...
Harpa celeste,
Oh!Deus que lindo presente me deste,
Ecoa no céu destemido,
E o canto dos pássaros perto dela,
Passa desapercebido!
Logrando assim toda a poluição sonora,
Que só nos faz sentir bem na hora,
Mas esta harpa tem em suas cordas pura magia,
Coisa que ninguém jamais esqueceria...
Som límpido e claro,
Me fazendo esquecer,
O sabor que tenho em minha boca amaro,
Assim sinto-me mais capaz,
Para enfrentar as agruras da vida,
E encontrar nesta música um pouco que seja de paz...
De doçura e esplendores infinitos,
Parece que posso sentir e ver o meu sonho mais bonito,
E assim grito,
Clamo pelo que é bom,
Clamo pela permanência do mundo deste belo som.
sábado, 21 de março de 2009
O passado presente...

Passado,passado,
Será que ainda podes ser meu presente?
Ainda que esteja no sorriso de um que amo ente,
Ainda que esteja no florir da primavera,
Me faz rememorar uma outra era...
Se não puder eu um dia recordar,
Que de um velho jornal eu possa recortar,
Todas aquelas coisas boas para a alma olhar,
Ou que ao menos eu tenha a felicidade,
De poder olhar ao espelho no meu rosto a ação da idade.
Que o passado seja tão presente quanto o agora,
E que todos saibam que pelo bem sempre há alguém que ora,
E que de atualizar-se perde a hora,
Passado,passado,será que ainda podes ser meu presente?
Ah,ficaria em demasia contente...
E,por mais estapafúrdia que esta poesia pareça,
Toda a nostalgia ela transpareça,
E numa trança de ilusões,
De passados floridos e ao mesmo tempo canhões,
Se iludem muito os pobres corações...
Mas qual nada,
Eu sei seguir muito bem pela minha estrada,
E do passado lembrar somente com carinho,
Embora tudo conspire,
Para que o meu ''eu'' seja sempre sozinho...
quarta-feira, 18 de março de 2009
Comboio celeste
Oh!Comboio celeste,
Que lindas visões me deste,
Por uma escada rupestre,
Subo ás maravilhas constantes,
Junto ás nuvens que se desfazem em instantes...
O comboio celeste anuncia,
Que o mundo salvo seria,
Que o alvo orgulho angelical,
Desfaça do mundo todo o mal.
Comboio celeste de justiça suprema,
Julga esse mundo,
Que em um segundo,
Se faz de forma pequena.
Penso que estou feliz,
Tenho a graça de que uma bela borboleta,
Pouse em meu nariz,
Pela a proteção dispensada pelo comboio,
Acredito até de fazer ver um cego de um olho...
Ouço cantos faustosos ecoando no céu,
E sinto dentro de mim,
Um sentimento doce igual ao mel,
Pois o comboio celeste é um mistério sem solução,
Mas tem todas as respostas para todos os problemas do meu coração.
Que lindas visões me deste,
Por uma escada rupestre,
Subo ás maravilhas constantes,
Junto ás nuvens que se desfazem em instantes...
O comboio celeste anuncia,
Que o mundo salvo seria,
Que o alvo orgulho angelical,
Desfaça do mundo todo o mal.
Comboio celeste de justiça suprema,
Julga esse mundo,
Que em um segundo,
Se faz de forma pequena.
Penso que estou feliz,
Tenho a graça de que uma bela borboleta,
Pouse em meu nariz,
Pela a proteção dispensada pelo comboio,
Acredito até de fazer ver um cego de um olho...
Ouço cantos faustosos ecoando no céu,
E sinto dentro de mim,
Um sentimento doce igual ao mel,
Pois o comboio celeste é um mistério sem solução,
Mas tem todas as respostas para todos os problemas do meu coração.
terça-feira, 17 de março de 2009
Aroma de flores sobre um velho livro...
Hoje vi um velho livro de vivências sem igual,
E encantou-me de tal maneira fora do normal,
Pelo seu peculiar aroma de rosas,todo natural,
E sem claudicar afirmo,
Que é a cousa mais bela,
Cheiro de rosa amarela...
O relógio já soa,
Como que afirmando,
"Isso é que é coisa boa!"
E voa o gavião,
Com uma rosa no bico,
Despertando-me assim,
Encantamento no coração...
Talvez amanhã,
Eu tenha a felicidade louçã,
De sentir o encantador aroma de flores,
Sobre meu velho livro,
Que dotado de beleza,
Possui todas as cores...
Alojando-se em meus pulmões,
Esse aroma,
Já fez balançar inumeros corações,
Mas ao meu só me encanta,
E parece que canta,
Com uma voz faustosa,
Com aroma de rosa cheirosa.
Nem sei se estou aqui ou lá,
Nem sei se canto ou se paro de cantar,
Mas de uma coisa eu sei,
Que o amor no coração,
Desperta-me para tudo o que já amei,
E o que amei e ainda amo,
É a vida,
Que de rios,
Agora corre em canos...
E encantou-me de tal maneira fora do normal,
Pelo seu peculiar aroma de rosas,todo natural,
E sem claudicar afirmo,
Que é a cousa mais bela,
Cheiro de rosa amarela...
O relógio já soa,
Como que afirmando,
"Isso é que é coisa boa!"
E voa o gavião,
Com uma rosa no bico,
Despertando-me assim,
Encantamento no coração...
Talvez amanhã,
Eu tenha a felicidade louçã,
De sentir o encantador aroma de flores,
Sobre meu velho livro,
Que dotado de beleza,
Possui todas as cores...
Alojando-se em meus pulmões,
Esse aroma,
Já fez balançar inumeros corações,
Mas ao meu só me encanta,
E parece que canta,
Com uma voz faustosa,
Com aroma de rosa cheirosa.
Nem sei se estou aqui ou lá,
Nem sei se canto ou se paro de cantar,
Mas de uma coisa eu sei,
Que o amor no coração,
Desperta-me para tudo o que já amei,
E o que amei e ainda amo,
É a vida,
Que de rios,
Agora corre em canos...
domingo, 15 de março de 2009
Estrelas prateadas de papel
Oh!Esta noite olhei para o céu,
Vi lindas estrelas prateadas,
E,vejam só pareciam de papel,
Esbanjando a doçura do mel,
Pareceu-me esquecer a amargura do fel...
Honrada fico em poder contemplar tamanha beleza,
Esplendor criado,
Em detrimento á natureza,
Nos presenteando com seu silente brilhar,
Mas o que mais me encanta é o seu reflexo no meu olhar.
Com o céu retinto,
Adocicado como um copo de vinho tinto,
Como purpurinas banhadas em brilho,
Vejo que a lua olha para o mundo,
Com o amor de quem olha para um filho...
E assim nesse encantamento,
Vejo entre a lua e as estrelas uma promessa de casamento,
Casamento de em demasia brilhante,
Oh!Estrelas de prateadas de papel,
Lanças sobre mim teu olhar cintilante...
Vi lindas estrelas prateadas,
E,vejam só pareciam de papel,
Esbanjando a doçura do mel,
Pareceu-me esquecer a amargura do fel...
Honrada fico em poder contemplar tamanha beleza,
Esplendor criado,
Em detrimento á natureza,
Nos presenteando com seu silente brilhar,
Mas o que mais me encanta é o seu reflexo no meu olhar.
Com o céu retinto,
Adocicado como um copo de vinho tinto,
Como purpurinas banhadas em brilho,
Vejo que a lua olha para o mundo,
Com o amor de quem olha para um filho...
E assim nesse encantamento,
Vejo entre a lua e as estrelas uma promessa de casamento,
Casamento de em demasia brilhante,
Oh!Estrelas de prateadas de papel,
Lanças sobre mim teu olhar cintilante...
sábado, 14 de março de 2009
Letras douradas no chão
Ode á vida,
Coisa que em demasia deixa-me aturdida,
E a morte soa me como uma fábrica falida,
Que nunca mais irá abrir suas portas,
E seus empregados andarão por ruas tortas.
E as sinfonias mortas,
Que nos batem ás portas,
E como que lapidassem,
Letras douradas no chão,
Avisando assim que á morte chegara ao teu coração.
Mais que depressa tentamo-nos esquivar,
E com toda pressa queremo-nos reavivar,
Mas as letras douradas,
Agora não nos significam nada,
Só o que fomos,
E o que agora recordamos...
Nada mais declaro,
Pois já vejo se dissipando o claro,
E agora vejo que o preço da vida subiu,
E está muito caro...
Coisa que em demasia deixa-me aturdida,
E a morte soa me como uma fábrica falida,
Que nunca mais irá abrir suas portas,
E seus empregados andarão por ruas tortas.
E as sinfonias mortas,
Que nos batem ás portas,
E como que lapidassem,
Letras douradas no chão,
Avisando assim que á morte chegara ao teu coração.
Mais que depressa tentamo-nos esquivar,
E com toda pressa queremo-nos reavivar,
Mas as letras douradas,
Agora não nos significam nada,
Só o que fomos,
E o que agora recordamos...
Nada mais declaro,
Pois já vejo se dissipando o claro,
E agora vejo que o preço da vida subiu,
E está muito caro...
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