quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ode raivosa á insônia.



Em uma noite insone,
Eu girei o mundo com a mente,
Inventei coisas sensatas e uma bem demente.
Não durmo,
O sono não me acompanha,
Que tristeza,
Não vejo a do sono beleza...

Sou insone,
Sou irrequieta,
A minha paz está afastada,
E á noite eu mergulho em um mar de nada...

Em versos simples,
E de olhos bem abertos,
Venho comunicar á todos que meus pensamentos estão dispersos.
Na noite insone,
Invento uma história sem nome...
Uma lira,
Uma ode,
Mas como é que isso pode?

O mundo do sono encantado,
Por mim não é mais desbravado...
Só o teto,inerte,
É minha única visão...
É da mente um arrastão...
Varrendo assim,
A da noite vastidão...

Danço,corro,faço festa,
Mas dormir já não posso,
Só posso fazer seresta,
Á lua e aos cometas.
E quem sabe vislumbrar outros planetas...

Mas fechar os olhos,
Isso já não se pode,
Não é medo,
Já não é mais tão segredo...
A luz luminosa da luminária,
Vem coroar minha noite de sono tão precária.

Talvez,se,mas,
O meu pensamento é todo de hipótese,
Não tem fundo e nem razão de ser,
Porque sempre em noites insones resolve florescer...

E em uma explosão fluorescente,
Sinto o sono afastar-se indolente,
E subitamente,
Reina a bagunça em minha mente.

Aí começa a confusão,
A desordem sentimental,
E o não descanso de meu coração.

E no barulho infernal de meus pensamentos,
Tento reorganizá-los em bons momentos,
Mas a insônia feroz,
Só os transforma em tormentos.

Estou perdida,
Insone e aturdida,
Não é drama,
É um horror pasmado,
De um monstro insônia,
Que é como é chamado.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dissertação sobre um sonho de menina.



Me perdi.
Me encontrei.
Nos mais lindos sonhos eu naveguei...
Sonho,mas não acontece,
Acho que sonho só se faz verdade para quem merece...
Minha alma padece.

E eu só penso em ver você,
Ó paisagem que os meus olhos impossibilitados tem sede de voltar a ver...
Mas ainda bem que Deus me abençoou,
Com a graça de ao menos em sonho tudo de novo viver...

Descrever aqui o meu amor não dá...
Deixo que o vento isso lhes comunicará...
A falta inerte que habita dentro de mim,
É tão grande,
Que mais que meu sorriso é relevante...
Mas ainda assim...
Vou avante...

Sou obrigada,
Depois que eu desperto,
Á não lembrar mais de nada...
Para não sofrer mais...
Para não me sentir como um barco longe do cais...

Meu sonho é um sonho,
Meu conforto,
Desse caminho torto,
É tudo o que eu quero,
Quando durmo,
Eu espero...

Sonhar com o que eu amo,
Se o sonho não vier eu o chamo...
Por uns momentos de felicidade,
No sonho eu clamo.

Esse meu sonho não é normal,comum...
Igual é ele,
Para mim não há nenhum...

Mesmo sendo assim surreal,incomum,
Este sonho desperta o meu melhor...
E todo ele eu sei de cor...
Mas não me enjoo de sonhar,
Um lindo sonho de se recordar.

É como um cristal,
Puro,delicado,mas muito belo...
É o meu de fantasias castelo...
É o meu repouso total,
É a morte da tristeza fatal...

O meu alento,
O meu caminho mais lento,
Para uma realidade atroz,
Matando assim a minha saudade feroz.

Caro leitor,
Se achares tudo muito bobo,
Na certa é porque nunca sonhou um sonho lindo,
Todo mimoso,
Deveras formoso,
Todo cheio de meiguice,
Anseio antigo da meninice...

Se eu pudesse deixar toda sua beleza transparecer,
Na certa você ia emudecer.
Pois esté sonho é formidável,o máximo de ser amável,
É lindo de morrer.

Para ser mais meigo,
Só lhe falta um laço de fita cor-de-rosa,
Ah...como eu fico saudosa...
É o meu céu de brigadeiro,
É o meu doce paradeiro...

Perdão,
Se o evoco aqui em demasia,
Mas é que se eu dele não falo,
Minha alma fica fria...

Meu sonho na vida e na morte,
Meu amuleto da sorte...
Se nunca for se realizar...
Por favor nunca vá me abandonar...
Só me deixe então lhe sonhar...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu futuro...

Se eu pudesse ao menos te ver de relance,
Saber mais sobre você,
Saber porque me faz chorar ás vezes...
Ah!Como eu queria,
Mas isso eu jamais poderia,
Todos de mim zombariam,
E os meus sonhos então morreriam...

Você é uma nuvem na minha vida,
Vida tão querida...
Por mais que eu tente alcançar você,
Você sempre foge,
Some assim do nada,
E eu fico aqui no nada,apavorada.


Mas apesar disso tudo,
Não deixo meu coração ficar mudo...
E ainda confio muito em você,
Mesmo não te conhecendo,
Eu vou crescendo,
E levando você sempre comigo...

Não te conhecer é um castigo,
É caminhar sozinha para a solidão,
Não sou somente eu,mas pensa assim toda a multidão.
Penso sempre em você,
Penso desde em que nasci,
De você eu nunca me esqueci...

Sempre me preocupo com você,
Mesmo sabendo,
Que você não sabe,
Antes de me deitar,
Eu só peço para Deus te guiar...

Porque você é uma parte de mim,
Que eu ainda não conheço,
É sim,
Sempre foi,
Desde o começo.

É estranho,
Você não me acompanha,
Mas eu te acompanho,
E te sigo e você não...
Que dor no coração...

Você representa tudo,
É a minha esperança,
Que eu tenho desde bem criança...

Você é a luz da minha escuridão,
E talvez alguma outra comparação...
Eu não digo mais,
Porque eu não sei mais sobre você...

Tudo o que sei sobre você,
É tudo intuição,
Até parece que já estava escrito no meu coração...
Mas não...

Comento muito sobre você,
Falo demais em você,
Que tenho até medo de você...

Ás vezes,você me causa medo mesmo,
Não sei bem o porque,
Mas é um medo bom...
Eu gostaria de ter o dom,
De ver você quando eu quisesse...
Ah,se eu pudesse...

Eu torço por você,
A cada instante em que respiro,
Mas depois,pensativa,
Eu logo suspiro.

A minha ligação com você,
É tamanha,
Que ninguém supõe...


Alguns de mim zombam,
Dizem:
Que bobagem,que asneira.
Mas eu não deixo de pensar em você
Desde que ouvi seu nome da vez primeira...

Aliás,
O meu laço com você,
É invisível,
Mas bem visível nestas linhas,
E que não achem que falo eu abobrinhas...

Você é a base de tudo o que ainda virá,
Seja o que será,
Mas tenho a certeza que a minha vida inteira você estará,
E isso ninguém atrapalhará...

Para quem ficou curioso e até nervoso,
Querendo saber de quem se trata o "você" da poesia,
Eu,com maestria respondo:

FUTURO!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Solidade (Junção de solidão com saudade)




Porque eu não consigo esquecer?
Tudo aquilo que eu não pude viver?
Porque a dor vem poisar em meu coração?
Porque eu ainda faço em prol do meu sonho extensa oração?

Meus olhos se tornaram um reflexo seu,
Sonho meu.
Ainda que eu viva cem anos,
Não vou desfazer jamais os meus infantis planos,
De revê-lo...

Entre versos bobos,
E citações nécias,
Eu rabisco em meu caderno,
Um esboço da dor,
Um esboço de um carinho eterno.

O barulho das horas passando,
Indicam que minha vida está passando,
E o meu sonho estou adiando...
Ah,eu chego a odiar,
De tanto que eu quero essa quimera realizar...

Durmo,
Acordo,
Discordo.
Folheio um livro qualquer,
Mas o pensamento prender-se ali não quer...
Ouço uma canção,
Caio no choro,
Descompassa o coração,
Saudade,minha pior aflição.

Olho para as fotografias com extremada afeição,
E cada vez mais sinto pesar em meus pés o grilhão...
Mas vem a brisa,
E suaviza,
Minha saudade,
Minha tolice,
Eu morro por alguns instantes,
Ao lembrar do antes,de um pretérito bem mais que perfeito...

Mas meu defeito é sonhar,
Então em areias brancas me ponho inerte á caminhar,
Sem ter para onde rumar...
E se eu pudesse correr,
E se eu pudesse remar?

Nada vai adiantar,
Nada vai tirar desta alma,
Toda essa calma,
Que a solidão pode dar.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Crítica feroz á hipocrisia

Portas,janelas,espelhos e armários,
São todos hipócritas,
Se fazem de mudos e de criados,
Mas na verdade neles todos os nossos segredos estão gravados.
Afinal,quantas vezes já nos viram chorar...
E então toda serena entreaberta a janela,
Nem se deu conta de que alguém queria jogar-se dela...

Quase tudo é hipócrita,
Menos o pensamento,
Este sim,no pensado momento,
Se abstem de conceitos lorpas e imbecis,
E não pinta paredes cinzentas com lindos tons de azuis-anis...

Ah!0 fim da hipocrisia é tudo o que eu sempre quis...
O fim dum demente controlador da mente e juiz,
O início de todos deixarem entrever á sua raiz...

O fim da gentileza forçada,
Do amar obrigada,
Do aturar além do limites...
O início da veracidade da mentira...

Chega,ora pois,
De por o carro na frente dos bois,
E deixar de dizer o que pensa para depois...
Pois o depois é aliado da hipocrisia,
Que para surgir não escolhe hora e nem dia...

Critico e brado,
Com muito e pesaroso enfado,
A burguesa hipocrisia,
A doçura doentia,
A falsidade que envenena,
A vingança da mais plena.

Sentimento que subjuga,
Zomba e á todos enganar julga,
Horror humano,
Que permanece entra ano e sai ano.
Ah,mas que sentimento mais profano...


Não me calo e não me calo,
Não quero que a verdade se escoe pelo ralo...
Que venham cavalos e armaduras,
Pois a verdade aqui é dura,
E não me venham com torrões de açúcar envenenados,
Pois se eu morrer com a hipocrisia vocês serão os culpados.

Se te amo,sempre te amarei,
Mas se te odeio,isso eu sempre lhe falarei,
Pois se isso ocultarei,
Serei desta horda de malfeitores,
Que só nos causam dores...

Bandidagem mascarada,
Que não tem boca para nada,
No altar se põem,
A mesa servem uma verdade crua,
Que até hoje não digeri...
Disto não se ri...

Critico aqui indignada,
Um caminho que não leva á nada,
Pura asneira e galhofada,
E convenhamos todos,
Quem´se vale da hipocrisia,
Está fazendo imensa palhaçada.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010



Eu sofro.
Sofro sozinha,
Sofro de saudade,
Não tenho identidade,
Quem sabe eu mude de cidade,
De país,
Ou quem sabe,de mundo...

Por um segundo,
Cai a conexão,
Entre mim e meu coração...
As fotografias só vem dizer,
Que do passado eu não posso mais viver...

Entre letras e clipes de músicas antigas,
Eu lembro de pessoas mui queridas,
De minhas várias vidas,
Dos meus vários eus,
Me dê uma luz meu Deus!

E se eu chorasse,
E se eu andasse,
Mas é tudo em vão,
Quem controla este louco coração....

A saudade é pauta,
É todo meu sentimento,
Que nunca cairá,
No podre esquecimento.

No livros em que eu leio,
Nas músicas em que ouço,
As lágrimas lavam meu rosto,
Levam o desgosto,
De ter a distância,
A inconstância,
A dor.

Eu não me lembro direito do que eu gostaria,
Mas eu tento todo o dia,
Dói demais ter saudade,
E nem me recordar,
Do que um dia eu pude muito amar.

A hora no relógio,
Me lembra.
O papel de meus cadernos,
Me lembra.
Tudo me conduz,
Á essa saudade feroz,
Que é pedra e não reluz,
Apaga a minha luz.

A chuva na janela,
As estrelas no céu,
São caminhos,
Curtinhos,
Mas que me ligam de volta ao meu sonho de um dia de perto te ver.

E se demorar?
E se eu chamar?
E ninguém responder?
O que é que eu pobre sonhadora irei fazer?

Escrever já não dá mais,
A dor transborda,
O meu eu não acorda...
Tanta saudade...
O dobro da minha idade,
Meu sonho é realidade?
Não.
É irreal,mentiroso,
Misterioso?
Nem tanto.

E com saudade,
Muita saudade,
Eu canto em um canto,
Na poeira da distância,
Recordando até a infância.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Quebra-cabeça.



Desperto.
o meu eu está esperto.
É alta madrugada,
E eu não penso mais em nada,
Que não seja entender um sentido para as coisas...

Para mim a vida não tem cabeça e nem pé,
Eu não aceito tudo como é,
Eu sei quem sou e não sei,
Eu amo muito a vida como nunca antes amei...

Mas meu cérebro é inquieto,
Não para quieto,
Sempre em busca de respostas,
Porém,meu eu não quer e nem deve levar o mundo nas costas...


Minha idiossincrasia,
Construiu-se em anos,
E desmoronou-se em um dia...
Eu sou curiosa,
De saber até onde vem o perfume da rosa...

Agito,desmonto e conserto,
Minha vida do jeito que eu achar correto,
Meu caminho é bem direto,
Direto para um futuro cheio de respostas.

Mas,e se até lá,
Mudarem todas as perguntas,
Eu ficarei perdida?
Aturdida?
Não sei,
Talvez tudo eu recomeçarei...

Bobagens á parte,
Questionar para mim é uma arte,
Que não merece sofrer um descarte.
Perguntar na vida é normal,
É construtivo,
É um ato racional,
E faz parte
É algo teatral...