quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O nosso tempo perdido (uma história entre mim e a felicidade)

''Eu sei que você não me ouve,
Só vê o que eu escrevo,
Mas eu desabafo agora aqui com você.''

Agora a rima vai embora,
E a estende-se preguiçosa a a hora...
Eu não posso ver,
Sem a dor no coração ter...

Esses anos todos,
Longe,perdida,
Mortificada,aturdida,
Te procurando,
O seu nome berrando,
Sonhando...

Sozinha...
Tornando-se isolada e até mesquinha...
Sei que me perdi de você faz muito,
Mas eu ainda quero que andemos no mesmo caminho.
Nem que para isso,
Eu tenha que enfrentar feroz escarninho...

Quero recuperar o que eu não pude viver,
Quero tirar essa barreira de vidro que existe entre eu e você...
Mas eu sei que de medo eu vou morrer...
Eu sei que você ainda vai me entender...

Ah,como eu queria falar sobre você sem os olhos de água encher,
Mas isto não pode ser...
O meu coração não sabe mais para que lado correr...

Quero muito de você estar perto,
Quero dizer á todos o que é certo...
Que você nunca me abandonou e nem me esqueceu,
O que aconteceu,foi apenas um acaso do destino...

Quero te guardar aqui no meu coração,
Fazer uma menção...
Mas só te peço,não me esqueça,
Ainda que isto eu mereça...

Eu não sei o que eu seria sem você...
Quando nascia eu,
Eu chorava,
E desde ali você já me acompanhava...
E eu já te queria perto de mim,
Mas nem sempre pode ser assim...

Ás vezes,parece que ouço você me chamar,
Mas logo penso que louca eu acabei de ficar.
Meu Deus,como eu quero do seu lado estar...
Mas...
Ainda vamos juntas caminhar.

Só eu e você FELICIDADE!

A incoerência do que se tem por certo.



Dia desses,
Minha cabeça pensou,
Como é que se pode afirmar algo,
Que nunca se vivenciou?

A sociedade tirana,
Impõe regras vazias.
E eu sei que mentias,
Quando disse que entendias.

As verdades do mundo são incoerentes,
São como águas correntes,
Nunca sabemos onde começou,
E nem onde acabará...
Temos que nos contentar em ficar onde a correnteza nos levará...


O que se tem por certo,
É um caminho aberto,
Á dúvidas e indagações,
Porque nada fica igual,
E com uma verdade acontece tal.

Nada é certeza,
E com de sentimento profundeza,
Eu vos digo,
Que a única é a de que vamos morrer,
Sim.
E não adianta,outra coisa você ler.
É fato.

Certas pessoas são estampadas de incoerência,
Tanta,mas tanta que até beiram a demência...
Não falam coisas certas,
E nem sempre estão despertas...
Para as lições que a vida quer-lhes ensinar,
A estas pessoas,deve-se ensinar a amar.

É lógico,claro,conciso,
A verdade coerente é a única coisa de que eu preciso...
E aprendam caros amigos,
Nunca uma verdade é sempre absoluta,
Ela sempre tem um quê de mentira,
E uma mentira sempre tem um quê de verdade.
Isso é a realidade.


Nestas estrofes mal formadas,
Eu tento dissipar as grossas camadas,
Da incoerência e ditadura,
Que se abatem sobre o mundo,
Não desperdiço o meu segundo,
Não danço valsa,não planto flor,
Eu só quero que todos conheçam,
O que é o verdadeiro amor.


Para a incoerência do que se tem por certo,
O meu eu está esperto,
Não cai na sua rede,
Não tem ilusões por verdade,
E não se ilude com falsidade...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ode raivosa á insônia.



Em uma noite insone,
Eu girei o mundo com a mente,
Inventei coisas sensatas e uma bem demente.
Não durmo,
O sono não me acompanha,
Que tristeza,
Não vejo a do sono beleza...

Sou insone,
Sou irrequieta,
A minha paz está afastada,
E á noite eu mergulho em um mar de nada...

Em versos simples,
E de olhos bem abertos,
Venho comunicar á todos que meus pensamentos estão dispersos.
Na noite insone,
Invento uma história sem nome...
Uma lira,
Uma ode,
Mas como é que isso pode?

O mundo do sono encantado,
Por mim não é mais desbravado...
Só o teto,inerte,
É minha única visão...
É da mente um arrastão...
Varrendo assim,
A da noite vastidão...

Danço,corro,faço festa,
Mas dormir já não posso,
Só posso fazer seresta,
Á lua e aos cometas.
E quem sabe vislumbrar outros planetas...

Mas fechar os olhos,
Isso já não se pode,
Não é medo,
Já não é mais tão segredo...
A luz luminosa da luminária,
Vem coroar minha noite de sono tão precária.

Talvez,se,mas,
O meu pensamento é todo de hipótese,
Não tem fundo e nem razão de ser,
Porque sempre em noites insones resolve florescer...

E em uma explosão fluorescente,
Sinto o sono afastar-se indolente,
E subitamente,
Reina a bagunça em minha mente.

Aí começa a confusão,
A desordem sentimental,
E o não descanso de meu coração.

E no barulho infernal de meus pensamentos,
Tento reorganizá-los em bons momentos,
Mas a insônia feroz,
Só os transforma em tormentos.

Estou perdida,
Insone e aturdida,
Não é drama,
É um horror pasmado,
De um monstro insônia,
Que é como é chamado.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dissertação sobre um sonho de menina.



Me perdi.
Me encontrei.
Nos mais lindos sonhos eu naveguei...
Sonho,mas não acontece,
Acho que sonho só se faz verdade para quem merece...
Minha alma padece.

E eu só penso em ver você,
Ó paisagem que os meus olhos impossibilitados tem sede de voltar a ver...
Mas ainda bem que Deus me abençoou,
Com a graça de ao menos em sonho tudo de novo viver...

Descrever aqui o meu amor não dá...
Deixo que o vento isso lhes comunicará...
A falta inerte que habita dentro de mim,
É tão grande,
Que mais que meu sorriso é relevante...
Mas ainda assim...
Vou avante...

Sou obrigada,
Depois que eu desperto,
Á não lembrar mais de nada...
Para não sofrer mais...
Para não me sentir como um barco longe do cais...

Meu sonho é um sonho,
Meu conforto,
Desse caminho torto,
É tudo o que eu quero,
Quando durmo,
Eu espero...

Sonhar com o que eu amo,
Se o sonho não vier eu o chamo...
Por uns momentos de felicidade,
No sonho eu clamo.

Esse meu sonho não é normal,comum...
Igual é ele,
Para mim não há nenhum...

Mesmo sendo assim surreal,incomum,
Este sonho desperta o meu melhor...
E todo ele eu sei de cor...
Mas não me enjoo de sonhar,
Um lindo sonho de se recordar.

É como um cristal,
Puro,delicado,mas muito belo...
É o meu de fantasias castelo...
É o meu repouso total,
É a morte da tristeza fatal...

O meu alento,
O meu caminho mais lento,
Para uma realidade atroz,
Matando assim a minha saudade feroz.

Caro leitor,
Se achares tudo muito bobo,
Na certa é porque nunca sonhou um sonho lindo,
Todo mimoso,
Deveras formoso,
Todo cheio de meiguice,
Anseio antigo da meninice...

Se eu pudesse deixar toda sua beleza transparecer,
Na certa você ia emudecer.
Pois esté sonho é formidável,o máximo de ser amável,
É lindo de morrer.

Para ser mais meigo,
Só lhe falta um laço de fita cor-de-rosa,
Ah...como eu fico saudosa...
É o meu céu de brigadeiro,
É o meu doce paradeiro...

Perdão,
Se o evoco aqui em demasia,
Mas é que se eu dele não falo,
Minha alma fica fria...

Meu sonho na vida e na morte,
Meu amuleto da sorte...
Se nunca for se realizar...
Por favor nunca vá me abandonar...
Só me deixe então lhe sonhar...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu futuro...

Se eu pudesse ao menos te ver de relance,
Saber mais sobre você,
Saber porque me faz chorar ás vezes...
Ah!Como eu queria,
Mas isso eu jamais poderia,
Todos de mim zombariam,
E os meus sonhos então morreriam...

Você é uma nuvem na minha vida,
Vida tão querida...
Por mais que eu tente alcançar você,
Você sempre foge,
Some assim do nada,
E eu fico aqui no nada,apavorada.


Mas apesar disso tudo,
Não deixo meu coração ficar mudo...
E ainda confio muito em você,
Mesmo não te conhecendo,
Eu vou crescendo,
E levando você sempre comigo...

Não te conhecer é um castigo,
É caminhar sozinha para a solidão,
Não sou somente eu,mas pensa assim toda a multidão.
Penso sempre em você,
Penso desde em que nasci,
De você eu nunca me esqueci...

Sempre me preocupo com você,
Mesmo sabendo,
Que você não sabe,
Antes de me deitar,
Eu só peço para Deus te guiar...

Porque você é uma parte de mim,
Que eu ainda não conheço,
É sim,
Sempre foi,
Desde o começo.

É estranho,
Você não me acompanha,
Mas eu te acompanho,
E te sigo e você não...
Que dor no coração...

Você representa tudo,
É a minha esperança,
Que eu tenho desde bem criança...

Você é a luz da minha escuridão,
E talvez alguma outra comparação...
Eu não digo mais,
Porque eu não sei mais sobre você...

Tudo o que sei sobre você,
É tudo intuição,
Até parece que já estava escrito no meu coração...
Mas não...

Comento muito sobre você,
Falo demais em você,
Que tenho até medo de você...

Ás vezes,você me causa medo mesmo,
Não sei bem o porque,
Mas é um medo bom...
Eu gostaria de ter o dom,
De ver você quando eu quisesse...
Ah,se eu pudesse...

Eu torço por você,
A cada instante em que respiro,
Mas depois,pensativa,
Eu logo suspiro.

A minha ligação com você,
É tamanha,
Que ninguém supõe...


Alguns de mim zombam,
Dizem:
Que bobagem,que asneira.
Mas eu não deixo de pensar em você
Desde que ouvi seu nome da vez primeira...

Aliás,
O meu laço com você,
É invisível,
Mas bem visível nestas linhas,
E que não achem que falo eu abobrinhas...

Você é a base de tudo o que ainda virá,
Seja o que será,
Mas tenho a certeza que a minha vida inteira você estará,
E isso ninguém atrapalhará...

Para quem ficou curioso e até nervoso,
Querendo saber de quem se trata o "você" da poesia,
Eu,com maestria respondo:

FUTURO!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Solidade (Junção de solidão com saudade)




Porque eu não consigo esquecer?
Tudo aquilo que eu não pude viver?
Porque a dor vem poisar em meu coração?
Porque eu ainda faço em prol do meu sonho extensa oração?

Meus olhos se tornaram um reflexo seu,
Sonho meu.
Ainda que eu viva cem anos,
Não vou desfazer jamais os meus infantis planos,
De revê-lo...

Entre versos bobos,
E citações nécias,
Eu rabisco em meu caderno,
Um esboço da dor,
Um esboço de um carinho eterno.

O barulho das horas passando,
Indicam que minha vida está passando,
E o meu sonho estou adiando...
Ah,eu chego a odiar,
De tanto que eu quero essa quimera realizar...

Durmo,
Acordo,
Discordo.
Folheio um livro qualquer,
Mas o pensamento prender-se ali não quer...
Ouço uma canção,
Caio no choro,
Descompassa o coração,
Saudade,minha pior aflição.

Olho para as fotografias com extremada afeição,
E cada vez mais sinto pesar em meus pés o grilhão...
Mas vem a brisa,
E suaviza,
Minha saudade,
Minha tolice,
Eu morro por alguns instantes,
Ao lembrar do antes,de um pretérito bem mais que perfeito...

Mas meu defeito é sonhar,
Então em areias brancas me ponho inerte á caminhar,
Sem ter para onde rumar...
E se eu pudesse correr,
E se eu pudesse remar?

Nada vai adiantar,
Nada vai tirar desta alma,
Toda essa calma,
Que a solidão pode dar.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Crítica feroz á hipocrisia

Portas,janelas,espelhos e armários,
São todos hipócritas,
Se fazem de mudos e de criados,
Mas na verdade neles todos os nossos segredos estão gravados.
Afinal,quantas vezes já nos viram chorar...
E então toda serena entreaberta a janela,
Nem se deu conta de que alguém queria jogar-se dela...

Quase tudo é hipócrita,
Menos o pensamento,
Este sim,no pensado momento,
Se abstem de conceitos lorpas e imbecis,
E não pinta paredes cinzentas com lindos tons de azuis-anis...

Ah!0 fim da hipocrisia é tudo o que eu sempre quis...
O fim dum demente controlador da mente e juiz,
O início de todos deixarem entrever á sua raiz...

O fim da gentileza forçada,
Do amar obrigada,
Do aturar além do limites...
O início da veracidade da mentira...

Chega,ora pois,
De por o carro na frente dos bois,
E deixar de dizer o que pensa para depois...
Pois o depois é aliado da hipocrisia,
Que para surgir não escolhe hora e nem dia...

Critico e brado,
Com muito e pesaroso enfado,
A burguesa hipocrisia,
A doçura doentia,
A falsidade que envenena,
A vingança da mais plena.

Sentimento que subjuga,
Zomba e á todos enganar julga,
Horror humano,
Que permanece entra ano e sai ano.
Ah,mas que sentimento mais profano...


Não me calo e não me calo,
Não quero que a verdade se escoe pelo ralo...
Que venham cavalos e armaduras,
Pois a verdade aqui é dura,
E não me venham com torrões de açúcar envenenados,
Pois se eu morrer com a hipocrisia vocês serão os culpados.

Se te amo,sempre te amarei,
Mas se te odeio,isso eu sempre lhe falarei,
Pois se isso ocultarei,
Serei desta horda de malfeitores,
Que só nos causam dores...

Bandidagem mascarada,
Que não tem boca para nada,
No altar se põem,
A mesa servem uma verdade crua,
Que até hoje não digeri...
Disto não se ri...

Critico aqui indignada,
Um caminho que não leva á nada,
Pura asneira e galhofada,
E convenhamos todos,
Quem´se vale da hipocrisia,
Está fazendo imensa palhaçada.