Entre noites mal dormidas,
E pessoas aturdidas,
Eis que vejo o clarão,
O almejado torrão,
O doce anseio,
O fim,o início e o meio,
E me submeto então,
Ao hábito da cogitação.
Penso e reflito,
Me perco e me encontro,
Deito e levanto,
Vejo dúvida em todo canto,
Mas sei que essa dúvida é anjo santo,
Que irá me salvar,
Minha toda vida irá mudar.
Na ação cogitativa então,
Penso nos males do coração,
Se eles realmente valem á pena,
Penso que minha grandeza comparada com o mundo,
É relativamente pequena,
Mas minh'alma é completamente serena.
Pergunto,reflito,indago,
E na solidão da amargura,
Me apago,
E fugidia é a alegria,
Que parece ter cisma comigo,
Oh!Cruel castigo!
E a Deus peço,
E esforços não meço,
Ah,ora essa,
Que acabe logo esta desordenada peça,
Chamada vulgarmente,
Como se costuma dizer:
VIVER!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Admoestria
No fundo do coração,
Como corcel juvenil,
Meu coração bate á mil,
Quando vê o pesado grilhão....
Já recordo-me de meus funestos sonhos,
Em que me aparecia,
Com um olhar quase que vítreo,
Mas com olhar de quem aprecia,
A noite,o luar,
Todo este mar...
Mas admoestria sinto,
Em demasia por ti,
Que pena...
Embora minha visão sobre ti seja pequena,
E sentada n'uma nuvem de nada,
Vejo-te vir á meu encontro,
Nesta apagada estrada,
De sonhos e de ilusão...
Sei que meu temor é um castigo,
Mas por favor,
Deixa-te ir comigo,
Que teus olhos fundos e vazios,
Sejam um poço de esperança,
Ainda que para tenra criança,
Que tua face atemporal seja o consolo dos inertes,
Mas que em meu coração,
A tua imagem sempre despertes...
Que o medo que sinto,
A admoestria,
Não impeça-me de ser,
O que eu gostaria,
Que o vento chicoteie meu rosto,
E que a brisa assobie doce canção,
Mas nunca,nunca,deixe-me cair,
No silêncio e no infinito da tua amarga imensidão.
Que cada dia e cada noite sejam um prêmio,
De vida e de morte,
De azar e de sorte,
De perdas e ganhos,
De ouros e estanhos,
E sejam acolhidos pela tua finitude infinita,
Que em particular acho deveras bonita...
Que tuas mãos gélidas,
Sejam o alento de quem chora e clama,
De quem odeia e ama,
De quem foi e vai,
Mas principalmente,daqueles á quem a vida mente.
Engano?Acaso?
Não sei.
Mas de uma coisa tenho e garanto a mais pura certeza,
De que por ti,com toda firmeza,
Sempre a maior admoestria terei.
Como corcel juvenil,
Meu coração bate á mil,
Quando vê o pesado grilhão....
Já recordo-me de meus funestos sonhos,
Em que me aparecia,
Com um olhar quase que vítreo,
Mas com olhar de quem aprecia,
A noite,o luar,
Todo este mar...
Mas admoestria sinto,
Em demasia por ti,
Que pena...
Embora minha visão sobre ti seja pequena,
E sentada n'uma nuvem de nada,
Vejo-te vir á meu encontro,
Nesta apagada estrada,
De sonhos e de ilusão...
Sei que meu temor é um castigo,
Mas por favor,
Deixa-te ir comigo,
Que teus olhos fundos e vazios,
Sejam um poço de esperança,
Ainda que para tenra criança,
Que tua face atemporal seja o consolo dos inertes,
Mas que em meu coração,
A tua imagem sempre despertes...
Que o medo que sinto,
A admoestria,
Não impeça-me de ser,
O que eu gostaria,
Que o vento chicoteie meu rosto,
E que a brisa assobie doce canção,
Mas nunca,nunca,deixe-me cair,
No silêncio e no infinito da tua amarga imensidão.
Que cada dia e cada noite sejam um prêmio,
De vida e de morte,
De azar e de sorte,
De perdas e ganhos,
De ouros e estanhos,
E sejam acolhidos pela tua finitude infinita,
Que em particular acho deveras bonita...
Que tuas mãos gélidas,
Sejam o alento de quem chora e clama,
De quem odeia e ama,
De quem foi e vai,
Mas principalmente,daqueles á quem a vida mente.
Engano?Acaso?
Não sei.
Mas de uma coisa tenho e garanto a mais pura certeza,
De que por ti,com toda firmeza,
Sempre a maior admoestria terei.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Tudo nessa vida é passageiro..

Nesta vida tudo é passageiro,
Basta olhar o que vem primeiro,
De dezembro á janeiro,
Este ano inteiro,
É passageiro pois passará...
E a minha linda memória?
Não viverá!
E os meus clamores por glória?
Então se findará!
E minha face cansada de tantas lágrimas derramar?
Se desfazer-se-á!
Que passado reluzente,
Ilustro em minha boca,
Sorrindo com os dentes,
E com os olhos de paisagem,
Vou como que dizendo:
''Estou só de passagem'',
E de bom futuro vou querendo.
Toda renda,toda cor,todo amor,
Será visto como percursor,
De toda a dor,
Que as entranhas que suspiram por paz,
Ah!Estas terão demais...
O mundo gira,o tempo passa,
E vamos nos livrando da forte carapaça,
E do algoz vamos nos chegando,
Sem risos ou chorando,
Pois sabemos que tudo nesta vida é passageiro,
Seja boi,ave ou cordeiro,
Pois não somos indeléveis,
Contrario,somos do mundo as criaturas mais débeis...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Um dia..
Um dia chorei borbotões,
Arrastei os grilhões,
Ri dos turrões,
Observei de rosas os mais bonitos botões,
Mas de repente olhei me ao espelho,
E o que vejo???
Vejo o de ruir desejo,
Vejo o tempo,
Vejo a patuscada de outrora na minha menina dos olhos,
Vejo um de chaves molho,
Que abre a porta da luz,
Que me conduz,
Para um futuro que reluz,
Mas olho-me novamente ao espelho e o que observo?
Observo que do tempo fui servo,
E observo também minha expressão,
Ela somente é a estampa das carrancas que habitam em meu coração,
Observo que estou morta.!..!...!.
Absorta em uma teoria falha,
Em que a velha mente sabida falhou,
Em que a juventude de criança expirou,
Que o sorriso cessou,
E que aquela meta tão sonhada de chances acabou!
Mas agora não mais observo-me ao espelho e sim a mim mesma,
Que fiz de mim???
Que vivi de sombras,de carona na cauda de muitos ''cometas'',
Este é um erro que não queres que eu cometa,
Mas eu no desvario das horas inquietas cometi,
Renasci de cinzas quando fui,ainda que por um momento eu mesma,
Ainda que em confusões me meti,
Vou-me,fui-me com apenas uma garantia,
Nenhum dos olhos desse mundo meu Deus,
Mais do que o meu quando a felicidade via,
Luzia!
E que quando encontrava a solidão,
No silêncio do coração se recolhia,
Ninguém,oh meu Deus poderá sentir todas dores que eu sentia,
E que via,
O sofrer,o penar,e quando por fim achou,
Que não iria nunca acabar,
ACABOU!!!
Arrastei os grilhões,
Ri dos turrões,
Observei de rosas os mais bonitos botões,
Mas de repente olhei me ao espelho,
E o que vejo???
Vejo o de ruir desejo,
Vejo o tempo,
Vejo a patuscada de outrora na minha menina dos olhos,
Vejo um de chaves molho,
Que abre a porta da luz,
Que me conduz,
Para um futuro que reluz,
Mas olho-me novamente ao espelho e o que observo?
Observo que do tempo fui servo,
E observo também minha expressão,
Ela somente é a estampa das carrancas que habitam em meu coração,
Observo que estou morta.!..!...!.
Absorta em uma teoria falha,
Em que a velha mente sabida falhou,
Em que a juventude de criança expirou,
Que o sorriso cessou,
E que aquela meta tão sonhada de chances acabou!
Mas agora não mais observo-me ao espelho e sim a mim mesma,
Que fiz de mim???
Que vivi de sombras,de carona na cauda de muitos ''cometas'',
Este é um erro que não queres que eu cometa,
Mas eu no desvario das horas inquietas cometi,
Renasci de cinzas quando fui,ainda que por um momento eu mesma,
Ainda que em confusões me meti,
Vou-me,fui-me com apenas uma garantia,
Nenhum dos olhos desse mundo meu Deus,
Mais do que o meu quando a felicidade via,
Luzia!
E que quando encontrava a solidão,
No silêncio do coração se recolhia,
Ninguém,oh meu Deus poderá sentir todas dores que eu sentia,
E que via,
O sofrer,o penar,e quando por fim achou,
Que não iria nunca acabar,
ACABOU!!!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Cascabulhos...
De que me adianta na vida,
Ser a pessoa querida,
Encontrar cascabulhos,
Abafar surdos barulhos,
Amarfanhar papéis que não quero ver,
E comprar jóias pelo cascabulho inevitável,
De um ser amável,
Que só as vende para a vida ganhar,
E eu ás compro para as contemplar...
E de que me adianta protestar,
P'ro povo ao outro mais amar,
Se tudo que desejo,
Alguém acaba de em cima pisar,
De que me adianta,
Ver gorda anta,
Passar pelo caminho,
E o meu eu ser tão sozinho...
Cascabulho vai e cascabulho vem,
Eu sou assim e não incomodo ninguém,
Mas sobre tudo eu sei amar á quem,
Quem sabe o que quer,
O que quis ter,
E tudo que quiser,
Pois a vida é determinante para morrer,
A vida só é vida pra quem sabe viver.
Ser a pessoa querida,
Encontrar cascabulhos,
Abafar surdos barulhos,
Amarfanhar papéis que não quero ver,
E comprar jóias pelo cascabulho inevitável,
De um ser amável,
Que só as vende para a vida ganhar,
E eu ás compro para as contemplar...
E de que me adianta protestar,
P'ro povo ao outro mais amar,
Se tudo que desejo,
Alguém acaba de em cima pisar,
De que me adianta,
Ver gorda anta,
Passar pelo caminho,
E o meu eu ser tão sozinho...
Cascabulho vai e cascabulho vem,
Eu sou assim e não incomodo ninguém,
Mas sobre tudo eu sei amar á quem,
Quem sabe o que quer,
O que quis ter,
E tudo que quiser,
Pois a vida é determinante para morrer,
A vida só é vida pra quem sabe viver.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
O dia em que fui feliz...
O dia em que fui tomada de felicidade,
Tem total veracidade,
Pois quando fui feliz de verdade aprendi á me amar,
E aos meus prantos mais valorizar,
Quando fui feliz de veras,
Rememorei antigas eras,
E tomei perspectivas de novas eras,
Desmontei antigos conceitos pessoais,
Preceitos,ambições e tudo o mais...
Simplesmente peguei o caminho mais curto e ensolarado,
E escolhi para caminhar ao meu lado,
Não sei quem,
Mas que sei muito bem,
Ilumina meu olhar,
E que no céu faz as nuvens dançar,
Este astro e galã,
É o rei sol,
Dono da beleza mais louçã...
Entre noite e manhã,
Cada vez mais tenho certeza,
O dia em que fui feliz de verdade,
Com toda a firmeza,
Aprendi a mais escutar,
E menos resmungar,
A mais ver,
E menos pensar,
A mais refletir,
E menos mentir...
Pois assim se constrói aquilo de que eu amo,
Vida inteira,
Páginas de um livro puídas pelo amargor de um mundo,
Mas em um segundo,
Torna-me lépida e fagueira,
Oh!Vida!
Chama que quero que ardas flamejante eterna fogueira.
Tem total veracidade,
Pois quando fui feliz de verdade aprendi á me amar,
E aos meus prantos mais valorizar,
Quando fui feliz de veras,
Rememorei antigas eras,
E tomei perspectivas de novas eras,
Desmontei antigos conceitos pessoais,
Preceitos,ambições e tudo o mais...
Simplesmente peguei o caminho mais curto e ensolarado,
E escolhi para caminhar ao meu lado,
Não sei quem,
Mas que sei muito bem,
Ilumina meu olhar,
E que no céu faz as nuvens dançar,
Este astro e galã,
É o rei sol,
Dono da beleza mais louçã...
Entre noite e manhã,
Cada vez mais tenho certeza,
O dia em que fui feliz de verdade,
Com toda a firmeza,
Aprendi a mais escutar,
E menos resmungar,
A mais ver,
E menos pensar,
A mais refletir,
E menos mentir...
Pois assim se constrói aquilo de que eu amo,
Vida inteira,
Páginas de um livro puídas pelo amargor de um mundo,
Mas em um segundo,
Torna-me lépida e fagueira,
Oh!Vida!
Chama que quero que ardas flamejante eterna fogueira.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Entreatos de um filme sem fim...
Hoje observei o mais incerto dos filmes na tela do coração,
Se tratava ali de minha vida uma grande confusão,
Que de paz e guerra é pura fusão,
E de quimeras é castelo,
E de castelo é ilusão...
Entre pequenos intervalos,
Parecia-me correr á cabeça um plantel de cavalos,
Entre atos e entre atos,
Os nós da minha cabeça parece que desato...
De sangue púrpura manchei o chão,
Mas sangue era esse,
Da pura dor do coração,
E esse sangue provinha dos ferimentos em que,
Dilacerado meu coração,
Tinha o pesado grilhão.
Mas voltando ao filme dotado de muita realidade,
Percebi que do trecho anterior senti muita saudade,
Saudade essa sem fim,
Saudade essa habitante antiga dentro de mim,
Faço o que se sou assim?
Entreatos de um filme sem início e nem final,
Estágio completamente terminal,
De uma poesia,
Que vai além do doce e do sal,
Que ama o bem e odeia o mal.
Se tratava ali de minha vida uma grande confusão,
Que de paz e guerra é pura fusão,
E de quimeras é castelo,
E de castelo é ilusão...
Entre pequenos intervalos,
Parecia-me correr á cabeça um plantel de cavalos,
Entre atos e entre atos,
Os nós da minha cabeça parece que desato...
De sangue púrpura manchei o chão,
Mas sangue era esse,
Da pura dor do coração,
E esse sangue provinha dos ferimentos em que,
Dilacerado meu coração,
Tinha o pesado grilhão.
Mas voltando ao filme dotado de muita realidade,
Percebi que do trecho anterior senti muita saudade,
Saudade essa sem fim,
Saudade essa habitante antiga dentro de mim,
Faço o que se sou assim?
Entreatos de um filme sem início e nem final,
Estágio completamente terminal,
De uma poesia,
Que vai além do doce e do sal,
Que ama o bem e odeia o mal.
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