sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Caminhada empós o jantar...



Na calçada molhada,
Caminho sem pensar em nada,
Depois do jantar,
Somente quero ver a luz do luar...
Nesse meio tempo,
Com o sopro do vento,
Ouço pessoas abalofando-se pelos seus feitos,
Pelas suas inertes ações,
Mas que por baixo de uma carne-invólucro,
Existem podres corações...

Sigo minha caminhada,
Vou na ab absurda da vida estrada,
Chutando as latas da vida,
Sem me importar se sou ou não querida,
Tropeço,
E me peço:
O que faço?
Com um maço de dúvida nas mãos,
Quero ter a sapiência dos anciãos,
Mas como não á tenho,
Vou seguindo,
Vou rindo,
Na minha caminhada empós o jantar,
Que me faz refletir,
Olhar o azul talássico do mar,
E amar...

E abalizadamente,
Trato quem me mente,
Pois quem mente é ruim da mente,
E assim é demente...
Mas mesmo assim,
Não ligo,
Faço pouco,
E ouço rouco,
O grito do vento,
Chamando novamente a chuva,
Apresso-me,
Corro,
Morro,
Por retornar ao lar,
E chorar lágrimas de indefinição,
Coisas do coração...

A chuva chega,
O vento vem,
E eu poiso junto á janela,
E olho,
Olho e digo sem saber á quem...
Neste mundo só almejo o bem...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Brilho de um olhar latente...

Em cada estrela,
Cada gota de chuva,
Sinto-me observada,
Pelo tudo,pelo nada,
Da mesma maneira que observo,
E reservo,
Em mim um pouco de curiosidade,
Sinto que são olhos tristes,solitários,perdidos,
Que me tem vários pedidos,
Mas que não se atreve á pedir,
Pois tem medo de voltar á sorrir...

Comunico-me,
Sonho,
E no meio das atribulações,
O misterioso olhar,
Vai encontrar outros corações...
Não sinto tristeza,nem alegria,
E só já saber o que á muito já se sabia...

Latente em meu coração,
Não me arrisco á dizer que não,
Que em tudo tentas ver,
Aquilo que sempre quis,
E nunca pode ter...

Mas não o tem por medo,
Medo que descubram seu segredo,
Que perca seu brilho,
E que o percas de vez,
Mas se tens tanto medo,
Para que tanto querer?
Uma coisa que sabe que ainda não podes ter?

Sei tudo o que pensas,
Todos os lugares em que vais,
Acho que tua alma,
É como um barco,
Que ainda não se atreveu á sair do cais...

Sinto um brilho fugaz,
Nos olhos de não sei quem,
E eu muito audaz,
Sei que este alguém,
Tem um sentimento abafado,
Ah,isso tem!

Ab Ovo,
De novo?Estaca zero,
O mesmo pensamento,
O mesmo sentimento,
Sei que algum olhar brilha de não sei o quê,
Mas sei obviamente o porque,
Esse brilho de um olhar latente,
De tanto tentar decifrar,
Vai acabar,
Por me deixar doente...

Mar ébrio de ilusão...





Paro...
Olho..
Absorvo o cheiro acre do mar,
Pode me consolar...
Atiro uma rede ao mesmo,
Ainda que seja á esmo,
Quando ela retorna,
Junto com ela minhas ilusões,
Todas minhas oníricas visões...

Tonta,
Desmaio,
Com o raio,
De pensamento,
De um não acontecimento,
Pura ilusão,
Na linha da mão,
Vejo o destino,
Como menino,
Menino que foge se esconde,
Não se sabe onde...

O mar está ébrio com minhas ilusões,
Atiro-as,
Desprendo-me delas,
Sejam verdes,azuis ou amarelas,
Quero viver em uma sintonia cósmica com o real,
O normal,o natural,
E descartar,embriagar então o mar,
Com essas ilusões de amargar...

Quero ser sóbria,
Dessas ilusões,
Que embriagam corações,
Que o mar as leve,
E assim ficarei leve,
Viverei,
Seguirei,
Mas com carinho...
Ainda as lembrarei...

Óh!Doces ilusões,
Causam cegueira,
Nos fazem ser a mais completa bobeira,
Carinho por vocês sempre terei,
Só á vocês nunca retornarei,
Pois agora,
O mar está ébrio de ilusão,
E só assim,
E só assim,
Pode viver meu coração...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desenho uma canção...

Desenho uma canção,
Que me revele Ab Ovo,
Que me faça ver tudo de novo,
As alegrias do coração..

Quero eu ter a sorte,
De lutar com a morte,
De viver a vida,
Corajosa,destemida,
Ver as folhas secas despencarem,
Com ares de maturidade,
E eu na minha jovem idade,
Cantar minha canção...

Desenho uma canção,
Que tenha cheiro,gosto e sentimento,
Coisa que ultrapasse o simples momento,
Que traduza o meu amor,
E também a minha vã dor,
Que as pessoas se encham de alegria,
E pela canção tenham simpatia!

Quero eu ter a ousadia,
De que minha canção,
Colora o seu dia,
Que preencha com leveza,
Cômodos lúgubres cheios de aspereza...
Que faça brotar a flor,
Faça cair a chuva,
Que alegre á criança
E também a viúva...

Onde é que se escondem os mais lindos segredos?
Na minha canção?
Não sei...
No arfar das folhas dos arvoredos,
Na bela natureza da andorinha,do pato,e mergulhão...
Pelo sim ou pelo não,
Eu quero uma canção,
Que lhe toque a alma e coração...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Silentemente...

Silentemente as folhas se conversam...
E folhas ''outonais''arremessam,
E com cada uma vão exalando vapores de fria ilusão,
Ilusão adormecida,
E guardada pelas chaves de esperança,
Do meu tolo coração de criança...

Quando chove,deito-me na fresca relva,
E deixo chover em mim todas lágrimas celestes,
E assim vão-se embora as pestes,
E silentemente deixo também escorrerem minhas lágrimas de melancolia,
E penso então: ''que bom seria'',
Que bom seria se o sorriso mais triste e mascarado deste mundo,
Se revelasse,
E mostrasse que a vida não é um mero filme mudo,
É feita também de ilustar o que se sente,
E não fazer falsas mímicas,
Como em um filme silente.

E n'um mar de ilusão e quimeras,
Me pergunto: ''Mas o que da vida esperas?'',
Espero que o mero comodismo do frio metal,
Não seja motivo de caso fatal,
Mas sim não cumpra mais do que o seu dever,
Que é o das pessoas prover...
Nada mais,silentemente olho uma rosa,
E me remeto então á chuva pavorosa,
As nuvens com carrancas de dar medo,
E grito bem alto: ''Pessoa,qual é o teu segredo????????''
E em um monólogo obvio e sem sentido algum,
Silentemente,vejo em minha mente,
Um verso lindo que rima,
E que lá em cima,lá no céu,
Recito,
E com a doçura do mel,
E o confronto com teu fel,
Pessoa silente,
Que mais mascara a tristeza do que á sente...

Que tenhamos todos a alegria de sentir,
A não vergonha de sorrir,
E quem sorri de tristeza,
Silentemente,
Há delicadeza em seu ser,
E que recupere sempre o que perder,
Pois,silentemente,
A glória,o poder,e o mais ser,
Não te valem absolutamente nada,
Nem uma pratinha furada!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A dor do passado...

Há um prisioneiro que grita,
E os meus pensamentos imita,
Choro de guerra,soluços de pólvora,lágrimas de canhão,
Dor constante no coração,
Distante da verde pradaria de onde saiu,
Pensa que de um grande abismo caiu,
Foi forçado á morrer,
Á do seu sonho correr,
Foi forçado á matar,
E o seu lindo sonho condenar,
Por que este era uma dor,
Dor pesada,
Dor pungente,
Dor daquelas fortes que dá no coração da gente...

E então entre horríveis trincheiras de realidade,
Ele então perde a vaidade,
E perde também a ilusão,
Perde o mérito e também a alusão,
E a dor dói incrivelmente doída,
E é aí que o coração está cheio de buracos como folha roída,
E entre explosões de amargor,
E bombardeios de terror e desamor,
Eis que ele vê a estrela...
A guia...
A esperança...
E então seus olhos voltam a brilhar,
Igual no dia de quando ele era tenra criança,
E então a esperança no seu coração começa á de novo brotar,
E a dor do passado...
Começa á amenizar,
Pois ele descobriu...
Que ainda pode tentar...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sentimentalismo...

Hoje acordei com vontade de ver o céu...
O mar,o gosto do mel,
A vida e sua plenitude,
A planície,
Sua vida rasteira e sua quietude,
De ver em meus olhos dois túneis do tempo,
Em que nada possa ser apagado,nem maculado,
E que o infinito seja o meu respaldo,
O clarão das estrelas seja o meu esteio,
E que o limiar entre o céu e a terra seja o início, o fim e o e o meio,
E que as ruas estreitas sejam minhas amigas de fé,
A quem confidenciarei os de segredos maré...
Escolherei para repousar,
Um lugar,
Onde o vento faz canção,
Onde as flores possam abrandar o meu humilde coração,
Onde as pedras sorriem,
Enfim,onde eu possa ter a paz,
Uns dias á mais...
Quero ter olhos de chuva para desaguar,
No de sentimentalismo mar,
Quero ser eu,quero ser luz,
Quero ser a que o vento conduz...
Quero implodir nas nuvens um pensamento de amor,
Que presenteiem o céu com rubra cor!
No entanto,só desejo,
Que o mundo seja um reduto de harmonia,
Em que reine a paz e a calmaria,
E que ceda lugar á todos,
Tanto á João,tanto á Maria,
E que também sempre nasça,
Um novo dia!!!!!!!