Há muito se vem falando,
Que quem está amando,
Tem de vidro coração,
Que espatifa-se com um simples não....
Sonatas não resolvem,
As palavras não vem,
Não se sabe á quem entregar,
Um coração de ninguém...
Se colar,
Não se pode mais amar,
Pois ora essa,
Quem vai amar com um coração partido?
Certamente será ferido...
O vento movimenta o mundo,
E o coração de vidro,
Se vai em um segundo,
Mas nada se pode fazer,
O que resta é com isto aprender!
Não bate,
Não pulsa,
Somente existe,
Uma existência frágil,
E não há pessoa que não o conquiste...
No lugar de sangue,
Tem açúcar do mais refinado,
Para que sempre seja doce,
Este coração vítreo apaixonado...
sábado, 9 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Dilemas intelectualistas & etc...

Com o óculo,
Na ponta do nariz,
Lendo o mais complexo livro,
Assim o intelectual,
Julga ser feliz...
Mas da porta para fora,
Retrai-se sem demora,
Pois não tem o gosto,
De falar despreocupado,
Sem ser atormentado,
De coisas banais,
E nada mais...
Latim,esperanto,alemão,
Nada preenche o seu coração,
Chopin,Beethoven,Bach,
Ciência,livros,charutos,
Nada o faz contente,
Nesta vida de conhecimento eminente...
Pianos de cauda,
Fino trato,
Peças de ato e entreato,
Ele sente-se sozinho e abandonado no fim,
E todos digamos que sim,
Que tanto conhecimento acabou por deixá-lo atordoado...
Segredos...

Muitos deles já os conheço,
Outros ainda desconheço,
Mas segredo é uma droga que nos vicia no medo,
Medo de se abrir,
De alguém ferir,
De não mais sorrir...
Nos faz refletir...
E eu digo:
Tolice,
E pura meninice,
Sofrer sozinho,
Se enchendo de escarninho,
E não seguir o seu caminho,
Por uma cousa do passado,
Que como diz o ditado:
Esta morto e enterrado!
Eu sigo livre,
Sem medo,
Sem segredo,
Contente,
Demente,
Normal,
Desigual...
Pois minha mente clama,
Por dar um fim,
Naquilo em que nunca ninguém disse sim,
E faço assim:
Apago,
Esqueço,
Removo,
Faço pois um mundo novo,
Sem amarras,
Sem marras,
Sem culpas e nem desculpas...
Pois segredo,
É medo,
É trava,
É rancor,
É afogar o puro amor,
Segredo é dor...
Vamos pois achar um remédio,
Que seja médio,
Nem bom e nem ruim,
Para esta coisa que acaba conosco,
Eleva o desgosto,
Nos faz perder o gosto de viver,
Quem guarda segredo,
Tem sentença para morrer...
Caminhada empós o jantar...

Na calçada molhada,
Caminho sem pensar em nada,
Depois do jantar,
Somente quero ver a luz do luar...
Nesse meio tempo,
Com o sopro do vento,
Ouço pessoas abalofando-se pelos seus feitos,
Pelas suas inertes ações,
Mas que por baixo de uma carne-invólucro,
Existem podres corações...
Sigo minha caminhada,
Vou na ab absurda da vida estrada,
Chutando as latas da vida,
Sem me importar se sou ou não querida,
Tropeço,
E me peço:
O que faço?
Com um maço de dúvida nas mãos,
Quero ter a sapiência dos anciãos,
Mas como não á tenho,
Vou seguindo,
Vou rindo,
Na minha caminhada empós o jantar,
Que me faz refletir,
Olhar o azul talássico do mar,
E amar...
E abalizadamente,
Trato quem me mente,
Pois quem mente é ruim da mente,
E assim é demente...
Mas mesmo assim,
Não ligo,
Faço pouco,
E ouço rouco,
O grito do vento,
Chamando novamente a chuva,
Apresso-me,
Corro,
Morro,
Por retornar ao lar,
E chorar lágrimas de indefinição,
Coisas do coração...
A chuva chega,
O vento vem,
E eu poiso junto á janela,
E olho,
Olho e digo sem saber á quem...
Neste mundo só almejo o bem...
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Brilho de um olhar latente...
Em cada estrela,
Cada gota de chuva,
Sinto-me observada,
Pelo tudo,pelo nada,
Da mesma maneira que observo,
E reservo,
Em mim um pouco de curiosidade,
Sinto que são olhos tristes,solitários,perdidos,
Que me tem vários pedidos,
Mas que não se atreve á pedir,
Pois tem medo de voltar á sorrir...
Comunico-me,
Sonho,
E no meio das atribulações,
O misterioso olhar,
Vai encontrar outros corações...
Não sinto tristeza,nem alegria,
E só já saber o que á muito já se sabia...
Latente em meu coração,
Não me arrisco á dizer que não,
Que em tudo tentas ver,
Aquilo que sempre quis,
E nunca pode ter...
Mas não o tem por medo,
Medo que descubram seu segredo,
Que perca seu brilho,
E que o percas de vez,
Mas se tens tanto medo,
Para que tanto querer?
Uma coisa que sabe que ainda não podes ter?
Sei tudo o que pensas,
Todos os lugares em que vais,
Acho que tua alma,
É como um barco,
Que ainda não se atreveu á sair do cais...
Sinto um brilho fugaz,
Nos olhos de não sei quem,
E eu muito audaz,
Sei que este alguém,
Tem um sentimento abafado,
Ah,isso tem!
Ab Ovo,
De novo?Estaca zero,
O mesmo pensamento,
O mesmo sentimento,
Sei que algum olhar brilha de não sei o quê,
Mas sei obviamente o porque,
Esse brilho de um olhar latente,
De tanto tentar decifrar,
Vai acabar,
Por me deixar doente...
Cada gota de chuva,
Sinto-me observada,
Pelo tudo,pelo nada,
Da mesma maneira que observo,
E reservo,
Em mim um pouco de curiosidade,
Sinto que são olhos tristes,solitários,perdidos,
Que me tem vários pedidos,
Mas que não se atreve á pedir,
Pois tem medo de voltar á sorrir...
Comunico-me,
Sonho,
E no meio das atribulações,
O misterioso olhar,
Vai encontrar outros corações...
Não sinto tristeza,nem alegria,
E só já saber o que á muito já se sabia...
Latente em meu coração,
Não me arrisco á dizer que não,
Que em tudo tentas ver,
Aquilo que sempre quis,
E nunca pode ter...
Mas não o tem por medo,
Medo que descubram seu segredo,
Que perca seu brilho,
E que o percas de vez,
Mas se tens tanto medo,
Para que tanto querer?
Uma coisa que sabe que ainda não podes ter?
Sei tudo o que pensas,
Todos os lugares em que vais,
Acho que tua alma,
É como um barco,
Que ainda não se atreveu á sair do cais...
Sinto um brilho fugaz,
Nos olhos de não sei quem,
E eu muito audaz,
Sei que este alguém,
Tem um sentimento abafado,
Ah,isso tem!
Ab Ovo,
De novo?Estaca zero,
O mesmo pensamento,
O mesmo sentimento,
Sei que algum olhar brilha de não sei o quê,
Mas sei obviamente o porque,
Esse brilho de um olhar latente,
De tanto tentar decifrar,
Vai acabar,
Por me deixar doente...
Mar ébrio de ilusão...

Paro...
Olho..
Absorvo o cheiro acre do mar,
Pode me consolar...
Atiro uma rede ao mesmo,
Ainda que seja á esmo,
Quando ela retorna,
Junto com ela minhas ilusões,
Todas minhas oníricas visões...
Tonta,
Desmaio,
Com o raio,
De pensamento,
De um não acontecimento,
Pura ilusão,
Na linha da mão,
Vejo o destino,
Como menino,
Menino que foge se esconde,
Não se sabe onde...
O mar está ébrio com minhas ilusões,
Atiro-as,
Desprendo-me delas,
Sejam verdes,azuis ou amarelas,
Quero viver em uma sintonia cósmica com o real,
O normal,o natural,
E descartar,embriagar então o mar,
Com essas ilusões de amargar...
Quero ser sóbria,
Dessas ilusões,
Que embriagam corações,
Que o mar as leve,
E assim ficarei leve,
Viverei,
Seguirei,
Mas com carinho...
Ainda as lembrarei...
Óh!Doces ilusões,
Causam cegueira,
Nos fazem ser a mais completa bobeira,
Carinho por vocês sempre terei,
Só á vocês nunca retornarei,
Pois agora,
O mar está ébrio de ilusão,
E só assim,
E só assim,
Pode viver meu coração...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Desenho uma canção...
Desenho uma canção,
Que me revele Ab Ovo,
Que me faça ver tudo de novo,
As alegrias do coração..
Quero eu ter a sorte,
De lutar com a morte,
De viver a vida,
Corajosa,destemida,
Ver as folhas secas despencarem,
Com ares de maturidade,
E eu na minha jovem idade,
Cantar minha canção...
Desenho uma canção,
Que tenha cheiro,gosto e sentimento,
Coisa que ultrapasse o simples momento,
Que traduza o meu amor,
E também a minha vã dor,
Que as pessoas se encham de alegria,
E pela canção tenham simpatia!
Quero eu ter a ousadia,
De que minha canção,
Colora o seu dia,
Que preencha com leveza,
Cômodos lúgubres cheios de aspereza...
Que faça brotar a flor,
Faça cair a chuva,
Que alegre á criança
E também a viúva...
Onde é que se escondem os mais lindos segredos?
Na minha canção?
Não sei...
No arfar das folhas dos arvoredos,
Na bela natureza da andorinha,do pato,e mergulhão...
Pelo sim ou pelo não,
Eu quero uma canção,
Que lhe toque a alma e coração...
Que me revele Ab Ovo,
Que me faça ver tudo de novo,
As alegrias do coração..
Quero eu ter a sorte,
De lutar com a morte,
De viver a vida,
Corajosa,destemida,
Ver as folhas secas despencarem,
Com ares de maturidade,
E eu na minha jovem idade,
Cantar minha canção...
Desenho uma canção,
Que tenha cheiro,gosto e sentimento,
Coisa que ultrapasse o simples momento,
Que traduza o meu amor,
E também a minha vã dor,
Que as pessoas se encham de alegria,
E pela canção tenham simpatia!
Quero eu ter a ousadia,
De que minha canção,
Colora o seu dia,
Que preencha com leveza,
Cômodos lúgubres cheios de aspereza...
Que faça brotar a flor,
Faça cair a chuva,
Que alegre á criança
E também a viúva...
Onde é que se escondem os mais lindos segredos?
Na minha canção?
Não sei...
No arfar das folhas dos arvoredos,
Na bela natureza da andorinha,do pato,e mergulhão...
Pelo sim ou pelo não,
Eu quero uma canção,
Que lhe toque a alma e coração...
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